Mercado cafeeiro finalizou as operações nesta terça-feira em queda

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O mercado cafeeiro finalizou as operações nesta terça-feira,31/08, em queda. Em N.Y. a posição dezembro variou entre a máxima de +1,80 pontos e mínima de – 4,20 fechando com -2,95 pts. Vendas técnicas baseando-se no desempenho negativo do mercado de commodities, em especial o petróleo pressionaram as cotações.

O dólar comercial fechou em queda de 0,23% hoje, negociado a R$ 1,7560. No mês, a divisa acumula leve alta de 0,06% e no ano, +0,75%. A moeda encerra o mês de agosto com declínio de 0,27% e no ano, alta de 0,73. O euro comercial cedeu 0,13% para R$ 2,226. O dólar, em queda desde cedo, até ameaçou recuperar-se ante o real no meio da tarde, após a divulgação da ata da reunião de agosto do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), mas teve forças apenas para reduzir a 0,23% as perdas mais robustas acumuladas no dia, que chegavam a -0,40% no dólar no balcão antes da ata.

O texto da ata deixou os investidores mais cautelosos, provocou um enfraquecimento das Bolsas nos EUA e diminuiu os ganhos na Bovespa. A ata mostrou que as autoridades do banco central norte-americano estão cada vez mais divididas em relação a qual caminho seguir em termos de política monetária e também apontou que algumas delas veem os indicadores econômicos mais recentes como uma comprovação de previsões pouco promissoras feitas anteriormente.

No mercado doméstico, o dólar foi influenciado pelo cenário externo desde cedo. Aqui, logo após abrir em alta, entrou em queda, acompanhando a calmaria inicial das bolsas de valores e o consequente recuo da moeda norte-americana ante o euro, após a divulgação de dados econômicos considerados bons nos EUA. Lá, o índice de confiança do consumidor do Conference Board subiu para 53,5 em agosto, acima da previsão de 51 dos economistas.

Agradou também ao investidor a alta dos preços das residências nas 20 maiores áreas metropolitanas dos EUA – eles subiram 1% em junho, ante maio, de acordo com a pesquisa S&P/C ase-Shiller. Internamente, o movimento de queda foi respaldado pela disputa de investidores na tentativa de influenciar a formação da ptax deste último dia do mês, cotação do dólar que será utilizada na liquidação dos contratos de dólar/setembro que vencem amanhã na BM&F. Deu sustentação à desvalorização do dólar ainda a previsão de fluxo positivo à frente, sobretudo com a capitalização da Petrobras, prevista para 30 de setembro.

No leilão realizado por volta das 12h25, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte das propostas de R$ 1,7540. As expectativas com a capitalização Petrobras em 30 de setembro e com a definição do preço do barril que será utilizado na cessão onerosa da União à Petrobras continuaram no radar do mercado. Hoje, porém, a novidade sobre a oferta da estatal foi a edição da Medida Provisória (MP) 500, que abre o caminho para a capitalização da Petrobras, segundo confirmaram fontes do Ministério da Fazenda à Agência Estado.

O texto da MP permite uma série de operações de engenharia financeira que o governo poderá lançar mão no processo de capitalização da petrolífera brasileira. No exterior, o d&oacu te;lar caiu ante o iene e o euro. Às 16h40 (de Brasília), no mercado de Nova York, o dólar era cotado por 83,98 ienes, ante 84,55 ienes de ontem, no fim da tarde. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,2677, ante US$ 1,2663 ontem.

A Somar Meteorologia indica em seu boletim que a massa de ar seco se mantém sobre o cinturão produtor de café, que impede a formação de nuvens de chuva e mantém os baixos índices de umidade. Os próximos dias seguem sem mudança no tempo nas áreas produtoras, com muito sol, calor e baixos índices de umidade do ar. Os últimos modelos de previsão indicam uma mudança de tempo por volta dos dias 12 e 13, quando uma frente fria chega com chances de chuva em parte do cinturão cafeeiro.

A exportação mundial de café apresentou elevação de 5,3% em julho passado, em comparação com o mesmo mês de 2009. Foram embarcadas 8,26 milhões de sacas de 60 kg em comparação com 7,85 milhões de sacas em 2009. A informação é da Organização Internacional do Café (OIC).

A exportação mundial nos dez primeiros meses do ano cafeeiro 2009/10 (outubro de 2009 a julho de 2010) apresentou redução de cerca de 5,2%, para 78,45 milhões de sacas, em comparação com perto de 82,74 milhões de sacas no mesmo período do ano cafeeiro anterior. Nos últimos 12 meses, encerrados em julho de 2010, a exportação de café arábica totalizou 60 milhões de sacas, em comparação com 63,3 milhões de sac as no período anterior. O embarque de robusta no período foi de 33,2 milhões de sacas, em comparação com 35,1 milhões de sacas.

Fonte: Infocafé é um informativo diário da Mellão Martini

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