Mercado aposta em alta dos preços nos próximos seis meses

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Os recordes nos preços de algumas commodities neste ano impressionam e estimulam os especialistas a apostarem em um cenário altista por, ao menos, os próximos seis meses. Para se ter uma ideia, o ouro — o grande destaque de 2010 — acumula neste ano uma valorização de 27% até outubro, batendo todos os recordes de preço. Na mesma base de comparação, o Ibovespa (principal indicador da bolsa paulista) acumula ganhos de 3%

Já os contratos de café, que nos últimos seismeses subiram 55,6%, registram as maiores altas em 13 anos. A soja voltou ontem ao patamar de 2008 e o açúcar registra a sua máxima em 30 anos.

Segundo Paulo Pontes, responsável pela mesa de derivativos da Futura Investimentos, com o dólar em baixa, a “fuga natural” dos investidores que queremaplicar emativos de risco são as commodities. “O mercado está de olho principalmente no desempenho dos metais, como o ouro”, enfatiza.

Para ele, neste primeiro momento, não há risco de uma bolha destes insumos, principalmente depois do anúncio do Federal Reserve (Fed), banco central americano, de injetar US$ 600 bilhões na economia. “Não existe um passado recente de bolha,” afirma.

Embora acredite no segmento, Pontes lembra que o investimento em commodities no Brasil ainda está muito no começo. O especialista lembra que há investidores, como os grandes produtores agrícolas, que precisam se defender das oscilações de preços por conta dos problemas com safra e da alta ou queda do dólar. No entanto, está nascendo um movimento de pessoas físicas interessadas em entrar neste mercado. “Estão vendo as commodities comouma opção.”

Para quem ainda não está acostumado com este setor, Pontes recomenda os fundos multimercados, de ações (que aplicam em papéis de empresas ligadas a commodities) e carteiras de previdência. “Os fun- Henrique Manreza dos são sempre uma boa porta de entrada”, afirma.

De acordo com Tito Gusmão, responsável pela área de BM&F da XP Investimentos, os fundos que aplicam exclusivamente em ativos agrícolas ainda são poucos no país. “No Brasil, ainda não existe esta cultura, mas a tendência altista das commodities deve alavancar este mercado”, aposta o executivo.

Gusmão também acredita que o cenário macroeconômico é muito promissor, mas lembra que , no Brasil, a questão cambial pode ser um entrave. “O câmbio pode estragar um pouco a festa.” P.D.

Fonte: Brasil Econômico

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