Maior El Niño da história pode provocar perdas nos países produtores de café, afirmam meteorologistas

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O fenômeno climático El Niño deve levar chuvas mais fortes para a África Oriental, podendo reduzir a produção de café da Uganda, maior exportador de café da África, e vizinho do Quênia, disseram autoridades do setor. As informações são da Bloomberg.

Meteorologistas norte-americanos preveem que o El Niño, fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico, pode ser neste ano o mais forte desde 1950 quando começaram os registros. O sistema pode trazer chuvas torrenciais à partes do leste da África e poderia resultar em "graves" inundações, em partes do Quênia, Uganda, Tanzânia, Ruanda e Burundi, disse a agência humanitária das Nações Unidas em 21 de agosto.

Autoridades do setor de café da Uganda e do Quênia informaram que as fortes chuvas decorrentes do fenômeno podem danificar a safra deste ano. Fungos e doenças também poderão ser vistos nos cafezais do país devido à umidade.

"Há uma preocupação porque a floração pode ser destruída", disse Grenville Kiplimo Melli, membro interino da Direção de Café do Quênia, em 28 de agosto. "As chuvas também resultariam em doenças para a cultura."

De acordo com informações reportadas pelo site Agrimoney, o El Niño também pode interferir na produção de café da Indonésia, terceiro maior produtor global de café robusta, no Sudeste Asiático.

Na segunda-feira (1º), a AEKI (Associação dos Exportadores de Café da Indonésia), reduziu a estimativa para a produção de café robusta do país devido à seca.

A AEKI prevê uma produção de robusta no país de 500.000 toneladas neste ano, ante as 600.000 – 650.000 toneladas previstas anteriormente.

"A produção foi negativamente afetada pelas alterações climáticas e El Niño", disse o chefe da associação em entrevista ao site internacional.

De acordo com os meteorologistas ouvidos pelos sites internacionais, ainda não há fortes indícios dos efeitos do fenômeno para a safra de café do Brasil para a próxima temporada. A colheita da safra 2015/16 do Brasil está praticamente colhida e, segundo especialistas, tudo indica que será menor que a do ano passado.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, em 19 de agosto, o agrometeorologista da Somar Meteorologia, Marco Antônio dos Santos, afirmou que o que se sabe até o momento sobre o El Niño no Brasil é que o fenômeno deve provocar chuvas irregulares nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Fonte: Notícias Agrícolas (Jhonatas Simião) via Rede Social do Café

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