João Faria da Silva: maior produtor de café do mundo

Imprimir

Chefe da terceira geração de uma família de cafeicultores, João Faria da Silva administra sete fazendas, onde estão plantados 18 milhões de pés de café arábica. Sua produção anual, de 180 mil sacas, não só o coloca como o maior produtor do Brasil como também na liderança global. Não há, no mundo, ninguém à sua frente.

Segundo Faria, o segredo para construir um império rural foi relativamente simples. "Nunca tirei dinheiro das fazendas", afirmou. "Tudo o que eu ganhei foi reinvestido na compra de outras terras." Hoje, suas propriedades estão fincadas nas principais regiões de café do País, como o sul de Minas, o cerrado mineiro, a mogiana paulista e o oeste baiano. Em todas elas, a lavoura e a colheita seguem os padrões da certificação Utz Kapeh, garantindo que o café foi produzido de forma sustentável.

O que diferencia o empresário João Faria de outros grandes cafeicultores brasileiros é a sua estratégia de inserção internacional. Em vez de recorrer a cooperativas ou tradings para comercializar sua produção, ele constituiu a Terra Forte Importação e Exportação de Café, que vende toda a produção do grupo. "A meta para este ano é exportar um milhão de sacas de café", antecipa o empresário.

Suas fazendas têm apostado em dois diferenciais competitivos: ganhos de escala e tecnificação. "Estamos quase 100% mecanizados, porque daqui a alguns anos não haverá mão-de-obra para a cafeicultura", diz. A mecanização da colheita teve início há 15 anos. Na época, ele tinha dois mil funcionários, hoje são 380 funcionários fixos e mais 300 temporários no período de safra. Sempre pioneiro, agora comprou 11 silos secadores, cada um com capacidade de 500 mil litros.

"É uma novidade no mercado que elimina a passagem do café pelo terreiro", diz. Administrador por formação, ele diz que a experiência empresarial ajuda até certo ponto. "Comprar e vender é uma coisa. Produzir é outra bem diferente", explica. Focado em escala, 90% de sua produção é café commodity e 10% cafés especiais. "Meus clientes são grandes torrefadores, como Sara Lee e Nestlé, que compram café commodity, não compram especiais".

No entanto, enquanto o consumo mundial de café cresce numa taxa de 1,5% a 2% ao ano, o de grãos especiais avança num percentual de 10%. Hoje há empresas e fazendas se especializando na produção destes grãos diferenciados. Embora muitas vezes toda a produção receba este tratamento diferenciado, apenas um porcentual entre 30% a 45% atinge a classificação de especiais. As informações são da Dinheiro Rural.

CaféPoint – Piracicaba/SP

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *