Iphan estuda ações de preservação e valorização do patrimônio cultural do café na região sudeste

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As plantações de café no Brasil, entre meados do Século XIX até o final do século XX, além das divisas econômicas, gerou também um rico patrimônio cultural, envolvendo as edificações, os costumes regionais e a paisagem marcante, especialmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para resgatar, preservar e valorizar toda essa riqueza, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan criou o Grupo Interinstitucional sobre o Patrimônio Cultural do Café da região sudeste do Brasil que, entre outras iniciativas, deverá estreitar a parceria entre órgãos de proteção do patrimônio cultural, universidades, sociedade civil organizada e iniciativa privada, buscando desenvolver a melhor estratégia para a preservação e a valorização do patrimônio cultural referente ao café no Brasil.

O Grupo Interinstitucional é resultado da realização, em 2010, do Primeiro Encontro Técnico sobre o Patrimônio Rural do Café em São Paulo, promovido pelo Iphan em parceria com o Museu Paulista. Na ocasião, o Iphan e parceiros apresentaram o resultado de estudos e inventários sobre o patrimônio cultural do café da região e trocaram informações sobre as ações de preservação deste patrimônio já em curso. O objetivo era a troca de experiência e o fortalecimento conjunto das ações, buscando um projeto integrado e inovador.

Do encontro participaram representantes do Iphan dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro; do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat; do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – Iepha; do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro – Inepac; da Subsecretaria Estadual de Patrimônio Cultural do Estado do Espírito Santo; da Universidade de São Paulo – USP; da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar; da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp; Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, do Instituto Preservale e da Associação de Fazendas Históricas Paulistas. Todos agora integrarão do grupo de trabalho, além de outros profissionais, instituições públicas e iniciativa privada poderão ser convidados a colaborar e participar.

Ao criar o grupo, o Iphan reconhece que o café produzido entre meados do século XIX e final do XX na Região Sudeste foi um marco na história econômica e social brasileira, refletindo em todo o processo de estruturação e urbanização da região, de constituição das paisagens urbanas e rurais e de consolidação de tradições relacionadas com o café. Por isso, a preservação dos remanescentes materiais, e também das manifestações imateriais, associados a este processo econômico têm importância nacional como patrimônio cultural brasileiro.

Nos próximos dois anos, o Grupo Interinstitucional vai atuar dando subsídios ao Iphan e demais órgãos de preservação do patrimônio cultural, para a proteção, a conservação e a valorização dos bens culturais vinculados ao processo econômico do café entre os séculos XIX e XX na região sudeste. Também vai buscar, para cada Estado, a melhor estratégia de complementação e continuidade dos inventários, buscando estreitar a parceria entre órgãos de proteção do patrimônio cultural e universidades e ampliar as alternativas de financiamento dos inventários. Outro objetivo é propor projetos de difusão do conhecimento, através de publicações, dos diversos canais de comunicação e de ações educativas, envolvendo escolas e comunidades locais.

Fonte: Assessoria de Comunicação Iphan

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