Inmet confirma fim do bloqueio atmosférico e volta das chuvas para região central do Brasil a partir do dia 21 de outubro

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Morgana Almeida, chefe do centro de Análise e Previsão do Inmet, destaca que o bloqueio atmosférico que causa o estresse hídrico na região central do país deve ser rompido no final da próxima semana, permitindo que uma frente fria avance e traga chuvas.

Nos últimos três dias, as chuvas estiveram concentradas no centro-norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Os volumes estiveram acima de 90mm, trazendo certa preocupação para os produtores.

A distribuição no Paraná foi um pouco mais desigual, o que foi benéfico para o avanço do plantio em várias áreas do estado. A tendência é que a chuva dê uma trégua na Região Sul no final de semana e só volte na terça-feira.

No centro-leste de São Paulo, as chuvas foram mais espalhadas. O Sul de Minas Gerais também recebeu alguns volumes. Não houve chuvas no Triângulo Mineiro e em parte do Mato Grosso do Sul, trazendo uma condição mais seca. No Mato Grosso, as chuvas continuaram de forma mais irregular, com chuvas isoladas. Goiás, por sua vez, não recebeu sinal de chuvas nos últimos dias.

Agora, como mostram as imagens de satélite analisadas pelo Inmet, ainda chove na porção Sul. Ao longo do dia, essa tendência deve enfraquecer e avançar em direção ao Oceano. Ainda hoje, podem ocorrer temporais na porção leste de São Paulo.

De acordo com Almeida, as condições de granizo, que foram registradas na região Sul e países vizinhos, são comuns para a época do ano. Contudo, esse granizo é maior do que aquele que ocorre na região central do país.

A partir do dia 20 e 21 de outubro, as chuvas devem entrar com maior intensidade para o Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. A partir do dia 23 até o dia 29, os modelos indicam uma grande concentração de chuva na concentração central. Esse quadro é bastante positivo, indicando regularidade para essas chuvas, que devem ter continuidade até, pelo menos, 10 de novembro.

Ela lembra que o período do ano é bastante crítico. Com isso, os produtores devem ficar atentos às atualizações meteorológicas diárias para poder obter uma previsão mais correta para a área de interesse.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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