Indicador de preços do café da OIC registra nova queda em abril

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As quedas das cotações internacionais do café arábica desde o início do ano refletiram-se no indicador de preços da Organização Internacional do Café (OIC) em abril, ainda que os valores do robusta tenham se mantido firmes, acima dos patamares do últimos trimestre de 2011.

Na média, o indicador da entidade ficou em US$ 1,6046 a libra-peso no mês passado, queda de 4,4% em relação a março (US$ 1,6777). Na comparação com abril do ano passado (US$ 2,3124), a baixa chega a 30,6%; sobre a média de 2011 (US$ 2,1039), a 23,7%. O indicador da OIC é composto por cotações de cafés arábicas de Brasil e Colômbia, entre outros, pela variedade robusta e pelos preços praticados nas bolsas de Nova York (arábica) e Londres (robusta).

Se a variedade arábica, que normalmente tem melhor qualidade, perdeu valor em Nova York, a média dos contratos futuros de segunda e terceira posições café robusta negociados em Londres aumentou 0,5% de março para abril e alcançou 91,81 centavos de dólar por libra-peso, o que proporcionou uma queda de 7,7% no diferencial ante o mercado de Nova York.

Além do recuo das cotações do arábica, a OIC diz que os preços em geral do café estavam mais voláteis no último mês. Além disso valor do dólar caiu em relação a moedas de países exportadores. Os preços dos produtos derivados de petróleo continuam a trajetória de alta, aumentando ainda mais os custos da cafeicultura, como transportes e fertilizantes.

A produção total dos países exportadores na temporada 2011/12 é estimada em 131,4 milhões de sacas, recuo de 2,1% em relação às 134,2 milhões de sacas do ciclo anterior. Para a temporada 2012/13, as informações disponíveis ainda são escassas para projeções, diz a OIC. Embora o consumo mundial tenha crescido 1,7% em 2011 (dados preliminares), houve uma diminuição em alguns mercados importantes.

As exportações dos países exportadores em março deste ano totalizaram 9,9 milhões de sacas, elevando para 51,7 milhões de sacas os embarques acumulados nos seis primeiros meses do ciclo 2011/12 (outubro de 2011 a março de 2012), queda de 2,3% em relação ao intervalo anterior. A queda é atribuída aos menores embarques particularmente de Brasil e Colômbia.

Fonte: Valor Econômico

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