IF Sul de Minas passa a produzir cápsulas de café em Machado (MG)

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O campus Machado (MG) do Instituto Federal do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas) vai passar a produzir cápsulas de café. A produção foi definida por um projeto feito para atender pequenos e médios produtores do Sul de Minas.

A máquina adquirida tem capacidade de produzir 20 capsulas por minuto e a produção pode partir de apenas cinco quilos de café. O investimento de mais de R$ 300 mil foi financiado pelo Governo do Estado.

“Faltava a gente entrar nesse mercado de cápsulas, que é um mercado emergente e que está crescendo cada vez mais no ano. Não só isso, a gente buscou contatos, apoio do Governo do Estado, e a gente conseguiu adquirir a máquina. É uma máquina de pequeno porte, que vai conseguir atender uma pequena quantidade de café de cada pequeno produtor e fazer um volume menor para ele começar a buscar mercado nesse volume menor de cápsula”, diz o professor Leandro Carlos Paiva.

O Instituto Federal já presta o serviço de seleção, torra, moagem e empacotamento dos cafés produzidos na região. Agora com esta máquina de cápsulas, até os pequenos produtores vão poder oferecer o produto.

Projeto busca atender pequenos e médios produtores do Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)

É o caso do Fábio Antônio Ferreira, que, em meio hectare, produziu apenas três sacas de um café premiado. Cada uma foi vendida por R$ 1,5 mil. Agora a possibilidade de lucrar vendendo a bebida em cápsulas chamou a atenção do produtor.

“A gente fica bastante animado com essa possibilidade, da gente poder agregar ainda mais valor no café que a gente produz”, afirma o produtor.

Segundo o instituto, parte da proposta é capacitar também os produtores que ainda não trabalham com cafés especiais.

“Exige um café especial. Nem todo café pode ser encapsulado. É interessante ser encapsulado. Aí o produtor traz o café para cá, a gente avalia a qualidade desse café, avalia como ele vai ficar na cápsula. E se não for um café especial, a gente tem todo um suporte que pode dar para o produtor lá no campo, na sua pós-colheita, nos seus cafés, para que se torne um café especial e consiga, então, agregar mais valor nesse café e ainda ter a agregação da cápsula”, completa o professor.

Fonte: G1 Sul de Minas e EPTV Sul de Minas

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