ICE tem pressão vendedora e café fecha terça com fortes perdas

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Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com perdas, em uma sessão caracterizada pela pressão das vendas especulativas.

Como primeiro dia do ano, o volume negociado na bolsa norte-americana surpreendeu, principalmente na segunda metade da sessão, quando alguns fundos também estiveram presentes e atuaram, majoritariamente, liquidando parte de suas posições compradas. Apesar da pressão considerável sobre as cotações, alguns operadores avaliaram o comportamento do mercado no dia como "normal", já que o café ainda mantém uma forte gordura acumulada nas últimas semanas e, principalmente, por conta da pressão do mercado externo, já que praticamente todo o complexo de commodities teve o primeiro dia útil do ano caracterizado pela retração. O dólar caiu forte, assim como o petróleo e outras commodities softs, o que permitiu ao índice CRB tem uma queda considerável, de 1,47%.

Fundamentalmente, o mercado de café teve um final de ano sem novidades. Os problemas climáticos continuam afetando alguns países, sem, contudo haver alguma novidade mais expressiva sobre produção ou demanda. Alguns traders aguardam dados oficiais do Brasil sobre a safra 2011, que deverão dar uma idéia de como será o potencial de oferta do país nesta temporada de ciclo baixo.

No encerramento do dia, o março em Nova Iorque registrou perda de 555 pontos, com a libra a 235,55 centavos, sendo a máxima em 240,50 e a mínima em 232,00 centavos por libra, com o maio tendo oscilação negativa de 525 pontos, com a libra a 236,55 centavos, sendo a máxima em 241,95 e a mínima em 233,75 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março registrou baixa de 25 dólares, com 2.072 dólares por tonelada, com o maio tendo desvalorização de 24 dólares, com 2.090 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma pressão vendedora em uma sessão marcada pela volatilidade, com o café tendo flutuado acima dos 240,00 centavos de dólar na primeira parte do dia e, na seqüência, ter sofrido com ordens de venda, que pressionaram consideravelmente as cotações para baixo. "Alguns especuladores e fundos estiveram ativos no lado vendedor, em uma sessão relativamente mais ativa do que as que vínhamos observando. No after-hours a pressão vendedora foi ainda mais incisiva e o março encerrou no nível de 233,00 centavos de dólar por libra, com perda de 750 pontos", disse um trader.

A Cooxupé, maior cooperativa cafeeira do mundo, deverá ter uma produção de 6 milhões de sacas em 2011/2012. O volume representa uma queda considerável em relação às 9,3 milhões de sacas obtidas em 2010/2011. Para o presidente da empresa, Carlos Paulino, a quebra de cerca de 35% é reflexo da bianualidade da cultura e também da forte estiagem que atingiu as lavouras da região no ano passado. A previsão de produção foi realizada com base na avaliação feita por agrônomos da cooperativa em 250 propriedades da região sul de Minas Gerais.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.333 sacas indo para 1.702.575 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.341 lotes, com as opções tendo 5.171 calls e 3.899 puts.

Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 240,50, 241,00, 241,50, 241,75, 241,90-242,00, 242,50, 243,00 e 243,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 232,00, 231,50, 231,00, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00, 228,50 e 228,00 centavos por libra.

Fonte: AgnoCafe

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