Governo do Espírito Santo dá sinal verde para a colheita do café arábica

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O lançamento oficial do início da colheita do café arábica foi realizado nesta sexta-feira (18), no município de Ibatiba, durante o 10º Encontro de Produtores de Café de Ibatiba. A atividade, que reuniu cerca de 300 pessoas, contou com palestras sobre as tendências do mercado mundial de café, alternativas de pós-colheita para agregação de valor ao café arábica e linhas de crédito rural para agricultura.

O arábica está presente em cerca de 20 mil propriedades distribuídas por 43 municípios e envolve mais de 53 mil famílias. As regiões do Caparaó e Serrana respondem por cerca de 70% do café arábica produzido no Espírito Santo. Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Muniz Freire, Irupi, Ibatiba são os maiores produtores.

O secretário da Agricultura, Enio Bergoli, parabenizou os produtores de café do município pela união que permitiu chegar à décima edição do encontro. “Encontros como este é que fazem o setor cafeeiro se fortalecer para aumentar a qualidade do café, agregar mais valor ao produto e gerar renda para incentivar as famílias a permanecer no campo”, afirmou o secretário Enio Bergoli.

Para o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo, o início da colheita do café no Espírito Santo é um fato de grande relevância, uma vez que esse produto agrícola é um caso de sucesso no Estado. “Avançamos na produtividade do café conilon e na qualidade do café arábica e podemos crescer ainda mais. Até 2025, o mercado mundial precisa da produção de 42 milhões de sacas de café e o Brasil, por meio do Espírito Santo, é o único que pode atender a esse mercado”, indicou Evair.

“Atividades como essas são fundamentais para esclarecer o produtor. Eu iria começar a colheita do arábica há 20 dias, mas me informaram que eu deveria esperar, pois isso iria melhor a qualidade. Aqui nesse encontro eu soube o motivo de se esperar o tempo certo”, disse o cafeicultor Milton Rodrigues Vieira, do município de Ibatiba.

“Eu participo de todas as atividades do Incaper, pois é um momento de tirar dúvidas sobre a nossa produção, desde então começamos a nos preocupar com a qualidade do café a partir dessas atividades desenvolvidas no município. Hoje, todo agricultor que produz café arábica, está preocupado em primeiro lugar com a qualidade”, apontou o produtor José Paula Galoti, que possui 50 mil pés plantados e prevê uma produção de 400 sacas.

Cuidados com a lavoura e o produto
1 – Cuidar bem da lavoura o ano todo: fazer gestão da propriedade com utilização adequada das tecnologias.
2 – O cafeicultor deve se estruturar: usar terreiro, secadores, tulhas ou armazém, de acordo com a sua produção.
3 – Técnica: Colher o café na peneira ou no pano, com o maior percentual de frutos maduros. Para o conilon, 80%.
4 – Transferência: Transportar o café para a secagem em saco de ráfia. Iniciar o processo no mesmo dia da colheita.
5 – Secagem: Quando a secagem for em terreiro, é recomendado esparramar o café em camada fina, mexer no mínimo dez vezes por dia e, a partir do ponto de meia-seca, proteger o café das chuvas. Sempre que possível dar preferência ao processamento via úmida.
6 – Mecanização: Para a secagem mecanizada, usar secador de fogo indireto e utilizar lenha seca; operar o secador em plena carga; manter a temperatura na massa do café de 60ºC para o conilon e 45ºC para o arábica.
7 – Inovação: Buscar novas alternativas sustentáveis de secagem, visando aproveitamento de energia solar e de combustível. Exemplo: terreiro híbrido, silo secador e terreiro coberto.
8 – Estocagem: Armazenar o café com 11,5% de umidade para o arábica e até 12% para o conilon.
9 – Cuidados: Armazenar o café em ambientes limpos e arejados: sacaria de juta, tulhas ou armazéns limpos, sem insumos, adubos e defensivos.
10 – Preço: Por ser o café um alimento, o preço depende da qualidade, da pureza, do tamanho, da cor, do peso e da umidade dos grãos.

Fonte: Ascom Incaper

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