Governo de Minas Gerais vai mapear a pobreza na área rural do estado

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Governo de Minas Gerais pretende dar ao homem do campo condições para permanecer no meio rural. (Foto: Carlos Alberto/ Imprensa – MG)
Governo de Minas Gerais pretende dar ao homem do campo condições para permanecer no meio rural. (Foto: Carlos Alberto/ Imprensa – MG)

A Fundação João Pinheiro (FJP), ligada ao governo mineiro, anunciou nesta quinta-feira (8/9), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, que vai elaborar o diagnóstico da pobreza em áreas rurais do estado. Os resultados do estudo vão subsidiar a formatação do Plano de Enfretamento da Pobreza no Campo, ação lançada pelo governador Fernando Pimentel para proporcionar, às populações carentes, acesso a serviços como saúde, assistência social, educação, energia elétrica e água tratada.

Os pesquisadores da FJP, Karina Rabelo e Frederico Poley, apresentaram a proposta para a execução do estudo durante a terceira reunião do Grupo Coordenador da Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo (Novos Encontros – Cidadania para Todos), conduzida pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).

Inicialmente, a metodologia do estudo prevê a análise de dados oficiais. “A pesquisa vai definir o que é a pobreza no campo. Vamos transformar um conceito em algo que pode ser mensurado , operacionalizado. Vamos identificar e analisar as principais características sócio demográficas”, explica Karina.

Em seguida, vai ser feito o levantamento das ações existentes e, numa próxima etapa, a comparação de todas as informações levantadas. “Sabemos que existem várias ações públicas em andamento e queremos identificar onde estão os déficts. O ponto de partida é exatamente identificar os públicos que deveriam estar recebendo os programas públicos e não estão”, esclarece Frederico Poley. A previsão é de que o estudo seja concluído em 10 meses.

Participam do grupo representantes de 10 secretarias de Estado, da Emater, da Cemig, da Copasa, do Servas, Uemg e FJP. Ao todo, são 27 especialistas e técnicos que refletem a intersetorialidade do trabalho e norteiam as ações do Grupo Coordenador.

Áreas prioritárias

De acordo com a coordenadora geral do Grupo de Trabalho, Aidê Cançado Almeida, “o plano vai ser direcionado para cinco territórios prioritários: Alto Jequitinhonha, Médio e Baixo Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Vale do Rio Doce”. Nesses territórios estão 27 municípios nos quais vivem 40,6% das famílias extremamente pobres inscritas no CadÚnico em Minas Gerais. Apesar de abrigar cerca de 17% da população total do estado, esses territórios representam apenas 8% do PIB mineiro.

Em conjunto, os territórios apresentam percentual de população rural acima de 30%, o que corresponde a mais que o dobro da média estadual – 14,7% – e da média nacional – 15,6% (Censo IBGE 2010), e concentram a maioria dos municípios do estado com alta e muito alta vulnerabilidade social (acima de 0,400), de acordo com o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) apurado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em 2015.

Com a execução do plano, o Governo de Minas Gerais pretende dar ao homem do campo condições para permanecer no meio rural, com oportunidades de trabalho e renda para jovens, pequenos agricultores, população negra, indígenas, ribeirinhos e mulheres. Para isto, o plano terá meta claras e diretrizes de ações que permitam ao Estado buscar, de forma organizada, a melhoria nos padrões de vida das pessoas em situação de vulnerabilidade que vivem nas áreas rurais.

Fonte: Agência Minas Gerais

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