Governo da Colômbia posterga meta de produção de café

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Em 2009, durante o LXXIII Congresso Nacional de Cafeicultores, o ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse: "produzam 18 milhões de sacas: não temam inundar o mercado". O então gerente da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Gabriel Silva, disse que esse volume deveria estar sendo produzido em 2015 (para 2014, prognosticou 17,6 milhões de sacas).

Hoje, um ano e meio depois, o presidente da Colômbia, Juan Manual Santos, volta a fixar a meta de 18 milhões de sacas, mas para o final dessa década; ou seja, postergou cinco anos. As razões para isso estão no comportamento do clima, a alta incidência de ferrugem do café e o programa de renovação de cultivos.

Precisamente, a Federação respaldou os anúncios do Governo (em 2009), considerando os efeitos que traria o programa de renovação de cafezais, que levariam a uma maior produção e produtividade. Quanto ao clima, o país passou por um dos fenômenos La Niña mais intensos jamais registrados, que aumentou os níveis de infestação de ferrugem que alteram as projeções de produção, especialmente nos cafezais cultivados com variedades susceptíveis à doença. Isso, reportou a Federação, representou uma queda na produção de um milhão de sacas, cujo valor se calcula em 525 bilhões de pesos (US$ 293,82 milhões).

Só no departamento de Antioquia, o principal produtor do país, cerca de 58.000 hectares estão afetados (45% da área), de forma que a produção estará reduzida nesse ano, disse o presidente do Comitê de Cafeicultores desse departamento, José Sierra.

O programa de renovação de cafezais soma 596.195 hectares cultivados com arbustos resistentes ao ataque de ferrugem, enquanto 318.214 hectares estão com variedades susceptíveis. A área de café do país é de 914.410 hectares.

"Há uma febre de renovação no país", destacou o professor Yarumo. "Para renovar um hectare, o cultivador empresta até 6 milhões de pesos (US$ 3.357,96) e são subsidiados 40%, de forma que precisa pagar somente 3,6 milhões de pesos (US$ 2.014,78). Esse valor é dividido em cinco cotas de 720.000 pesos (US$ 402,95). Com os preços de hoje, com menos de uma carga de café se paga a cota".

Por último, Santos afirmou que "espera que esse ano a produção de sacas de café da Colômbia seja em torno de 9 milhões". A reportagem é do ElTiempo.com, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.

Fonte: CaféPoint

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