Geadas ainda ameaçam o café em São Paulo

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A geada prejudicou muitas lavouras de café em São Paulo e Minas Grais, mas quem não foi atingido comemora e, ao mesmo tempo, torce para que a onda de frio vá embora o mais rápido possível, já que as baixas temperaturas interrompem a produção dos cafezais.

Os prejuízos causados pela chegada de uma massa de ar polar no Centro-Sul do Brasil ainda estão sendo calculados. Por muito pouco, a propriedade de Dalmo Luís Rossi, em Monte Alegre do Sul (SP), não foi afetada pela geada que atingiu a região nesta semana. Sua lavoura de café ocupa uma área de 3 hectares e está em plena colheita.

“Aqui na minha propriedade, graças a Deus, a gente não teve prejuízo com o café. Havia expectativa muito forte, porque é ano de safra baixa e, se tivesse um frio um pouco mais intenso, o prejuízo ia ser muito grande”, disse o produtor.

Na região do Circuito das Águas, em São Paulo, o termômetro marcou 3ºC, com sensação térmica de 1°C. A inversão inesperada do clima pegou muitos produtores desprevenidos, queimando folhas e matando botões floreais nos cafezais, como analisou o engenheiro agrônomo e consultor de café Rovilson Pereira.

“O primeiro prejuízo seria a perda de folhas e ramos. Nesse caso, teria que ser feita a poda e a poda depende da geada no lugar. O produtor pode perder a produção inteira ou parcial e aí vem a poda de acordo com a geada”, disse.

O frio repentino fez Rossi lembrar de duas grandes perdas que sua família teve por causa do clima. “Tivemos um prejuízo muito grande em 1994 e depois outro em 2002. Neste ano, a gente ainda está na expectativa, porque o ciclo de frio vai ser até agosto.”

A meteorologia indica que os produtores precisam ter atenção redobrada nos próximos meses. Mas, para o produtor rural, não há muito o que fazer quando o assunto é clima. “Dá medo, pois você sempre vai ser pego desprevenido. Não tem como evitar, é coisa do clima. Se o frio vier forte, vai causar prejuízos e não tem o que fazer”, lamentou.

Fonte: Canal Rural Via CNC

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