FNC convida cooperativas a fazerem nova política de relacionamento na Colômbia

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Um chamado urgente para que seja desenvolvida conjuntamente uma nova política de relação entre a Federação Nacional de Cafeicultores (FNC) da Colômbia e as cooperativas a favor do bem-estar e da rentabilidade dos cafeicultores foi feito pelo gerente geral da FNC, Roberto Vélez Vallejo, aos gerentes dessas.

Esse chamado foi feito durante a instalação do Dialogo Cooperativo, encontro cujo lema é “o fortalecimento de nossos valores”, que reuniu mais de 180 líderes de 16 departamentos e cooperativas da Colômbia, englobando uma rede de 530 pontos de compra.

Esse novo esquema, que se distancia do paternalismo, abre a porta a uma relação mais independente e mais coordenada, na qual as cooperativas que seguem trabalhando com a FNC o façam velando sempre pelos mais altos interesses dos próprios cafeicultores.

“Tem que haver um novo relacionamento entre a FNC e as cooperativas. Haverá uma relação de pares. Temos que ter a inteligência – dada em parte pela experiência – para poder fazer uma nova política de relacionamento. Hoje, mais do que nunca, devemos trabalhar juntos pelo bem-estar do cafeicultor”.

Após manifestar sua complacência pelo novo encontro e pela renovada capacidade de interlocução, Vélez recordou que, na última reunião, tinha feito um convite respeitoso para que todo o dinheiro de lucro das cooperativas se reintegrasse ao cafeicultor, cujo bem-estar é um fim comum para FNC e as cooperativas, como seus aliados estratégicos.

“Hoje, as cooperativas e a FNC devem ser vistas como duas empresas independentes. Há um grupo de pessoas que querem trabalhar juntas pelo bem-estar dos cafeicultores. Temos que oferecer rentabilidade aos cafeicultores, dar a eles a oportunidade de sair à frente. Temos que ter sempre claro que estamos administrando o patrimônio dos cafeicultores e isso nos exige muito esforço”.

Ele recordou que há bens supremos, estabelecidos, inclusive, no contrato de administração do Fundo Nacional de Café (FoNC), que a institucionalidade cafeeira não pode deixar de lado como Garantia de Compra, independentemente do novo tipo de relação que se estabeleça.

Vallejo convidou as cooperativas a construir um modelo que responda às necessidades reais da indústria, mas também, baseado na ética, no bom governo e na gestão de risco. “Um modelo que no final construa valor para o cafeicultor e não destrua seu patrimônio”.

Ele também anunciou que, para velar pelo patrimônio dos cafeicultores, será trabalhado com a Superintendência de Economia Solidária, entidade com as atribuições necessárias para que todo o acionar das cooperativas esteja de acordo com a ética, os valores, os requerimentos dos próprios cafeicultores colombianos.

“Nos interessa manter uma aliança estratégica, pois a FNC hoje comercializa 25% do café da Colômbia”, para o qual a rede natural de compra são as cooperativas.

O novo modelo de relacionamento é também uma forma de modernização para fortalecer o posicionamento do Café da Colômbia na indústria global, com desafios comuns, como mão de obra para colheita, mudança climática e mudança geracional.

Fonte: CaféPoint (Com informações da FNC e tradução de Juliana Santin)

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