Floradas do café estão boas, mas flor não é fruto, aponta Cooxupé

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A Semana Internacional do Café, evento que está sendo realizado em Belo Horizonte, é uma oportunidade para avaliar a safra que está terminando e já para se projetar o próximo ano em plena época de florada nas lavouras.

O presidente da Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Paulino da Costa, em entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, avalia como foram os recebimentos do ano, as floradas que estão abrindo nas áreas de atuação e ainda os efeitos da alta do dólar sobre o setor.

Pergunta – Com a safra 2015 praticamente finalizada na área de atuação da Cooxupé, podemos dizer que a produção ficou dentro do esperado, tanto em qualidade como em quantidade?
Resposta – A qualidade ficou dentro do esperado, apesar de os grãos estarem muito miúdos. Faltaram peneiras mais altas. Agora em quantidade, a Cooxupé vai receber a mesma prevista, mas houve uma quebra para os produtores. É difícil quantificá-la, pois precisamos fazer um levantamento, mas na região do cerrado, por exemplo, a quebra foi maior. No sul, onde a safra foi mais afetada pela seca, a quebra foi maior. Alguma quebra aconteceu, para uns maior, para outros menor.

Pergunta – Em relação ao ano passado, o recebimento vai ser parecido ou vai ser um pouco menor?
Resposta – Vai ser parecido, pois aumentamos nossa área de atuação. Se permanecesse a mesma, o recebimento seria menor.

Pergunta – E as perspectivas para 2016. Como estão sendo as floradas na área de atuação da cooperativa?
Resposta – As floradas estão boas, mas temos que salientar que flor não é fruto. Pra ter fruto precisa flor, mas não quer dizer que a flor vai virar fruto. Vai depender da situação climática daqui para frente As temperaturas estão acima do normal. Houve uma chuva boa no início de setembro, mas agora está faltando. Então tudo vai depender dessa situação climática de agora em diante.

Pergunta – E o mercado. O dólar a mais de R$ 4,00, compensa cotação deprimida em bolsa?
Resposta – Realmente, as cotações em bolsa estão muito baixas, e o que está compensando é a alta do dólar. O preço do mercado físico aqui está em torno de R$ 490,00 a R$ 500,00 a saca… R$ 495,00 hoje. Esse preço é bom mas não é excepcional. Depende do tamanho da produção. Quem teve quebra muito grande não vai compensar. Mas quem colheu bem, compensa. Cada caso é um caso. Não dá pra generalizar. Nem bom pra todo mundo nem ruim para todo mundo.

Pergunta – Esse preço na faixa de R$ 500,00, ainda remunera o produtor ou cada caso é um caso?
Resposta – Depende da produtividade que ele teve. Se foi mais ou menos afetado pela seca.

Fonte: Agência Safras via CNC

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