Fábricas de café apostam em cápsulas para expandir mercado

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Uma disputa se acirra no mundo dos cafés especiais: a Nespresso, criadora das cápsulas e das máquinas que transformaram o mercado e o hábito de tomar café expresso, enfrenta o apetite da concorrência e sente o gosto amargo de perder o monopólio. Desde o ano passado,  começaram a vencer algumas das 1,7 mil patentes registradas pela marca, que impediam a criação de sistemas ‘genéricos’.

O sistema engenhoso, que controla temperatura, quantidade e pressão da água, foi além e transformou o hábito de tomar café em uma experiência única, um ritual. Mas não basta produzir bons grãos, é preciso produzir bons relacionamentos. Apesar do crescimento da concorrência, a Nespresso ainda é líder absoluta.

O atual diretor da Nespresso/Américas, Reto Bruegger, reconhece: “Cedo ou tarde, todas patentes vão ser perdidas. Cabe a nós encontrarmos a melhor forma para nos diferenciar, sermos únicos, termos esse relacionamento emocional com o consumidor final para quando perdermos as patentes, não ser um problema. Iremos defender nossa propriedade intelectual até onde pudermos”.

No Brasil, um destes concorrentes está de olho no potencial do mercado consumidor de café gourmet em cápsulas: a Lucca Cafés Especiais, de Curitiba. Transformar café em um produto gourmet é o trabalho da família, que em 10 anos conseguiu fazer sacas de café virarem troféus. Eles venceram o Campeonato Brasileiro de Barista 11 vezes e ainda conquistaram um vice no Campeonato Mundial de Latte Arte, a técnica de criar desenhos despejando leite sobre o café.

O negócio familiar persegue, há uma década, os melhores grãos para se equiparar às torrefações mais destacadas do mundo. A empresa investiu alto na montagem de uma fábrica de cápsulas, confiando no vencimento das patentes da Nespresso e a demanda dos clientes por mais opções.

Fonte: Globo News (Mundo S/A)

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