Exportações e consumo brasileiros enxugam oferta de café e Nova York renova altas

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Depois de uma semana de expressiva alta em Nova York, o café abre esta renovando as expectativas de manter-se precificando a escassez de oferta e estoques mundiais mais enxutos. E o Brasil é um dos responsáveis por esse cenário.

Com a expansão do vencimento março – referência para o Brasil e contrato driver – de 575 pontos no acumulado de segunda a sexta (6), havia a expectativa de ajuste técnico nessa segunda (9). Aliás, como aconteceu na própria sexta (queda de 5 pontos).

Mas traders e fundos passaram a sessão comprados e adicionaram mais 3,40% no primeiro vencimento de 2020, que fechou em 129.03 cents de US$ por libra-peso na ICE Futures.

O dólar index levemente mais baixo, como também a divisa americana no mercado interno brasileiro, influenciaram um pouco nessa alta de hoje.

O mercado vai consolidando previsão de retração no café arábica de qualidade. De um lado, pela redução dos estoques brasileiros, após o País caminhar para fechar 2019 com exportações volumosas de 40 milhões de sacas, além de um consumo interno que segue em crescimento.

Deverá ser de acima de 20 milhões de sacas.

Em linha, produção menor nacional nesta safra. E para a safra 2020, mesmo com a bianualidade positiva, o mercado estima que o regime climático nas floradas este ano vai cortar um pouco a produção – aos níveis de 2018 e ainda sem poder se saber, agora, a qualidade esperada.

Entre essas avaliações está a do Escritório Carvalhaes, para quem a situação de menor mundial de arábica de qualidade também deve-se às pressões de custos para produtores da América Central, Colômbia e Peru. Como consequência, diminuição dos tratos culturais das lavouras e, portanto, produção e qualidade mais modestas.

Fonte: Money Times (Por Giovanni Lorenzon)

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