Exportações da Império Café vão para países árabes

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A Império Café, produtora capixaba de cafés, tem metade das suas exportações atrelada ao mercado árabe. A empresa já fez embarques para Arábia Saudita, Egito, Emirados, Jordânia, Líbano, Líbia e Síria, no mercado árabe. Os primeiros negócios com a região ocorreram em 2006 por meio de corretores internacionais instalados no Brasil. “Temos muito interesse de crescer no mercado árabe, há muitos países na região com os quais ainda não temos relação”, afirma o sócio diretor da Império Café, Henry D’Avila Stefenoni.

A empresa se associou recentemente à Câmara de Comércio Árabe Brasileira e pretende entrar com seu produto em países ainda não atendidos. A meta é aumentar em 30% as exportações para as nações árabes, de acordo com o empresário. Atualmente, o café enviado para o Oriente Médio e Norte da África é do tipo Arábica, cultivado nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. “Possui um sabor forte”, afirma Stefenoni.

As vendas internacionais da Império Café, no entanto, vão além dos árabes. A empresa exporta também para a Europa, América do Norte e América do Sul. A indústria pretende incluir a Ásia entre seus clientes, conta o diretor. Os embarques ao exterior representam 40% das vendas da companhia. No mercado interno, a companhia atende São Paulo, Bahia, Minas, Goiás e Paraná.

A Império Café comercializou 1,3 milhão de sacas de café de 60 quilos no ano passado. Ela produz o café em grão cru. Faz o processo de seleção dos grãos, classificação por tipo e qualidade e depois os comercializa como matéria-prima para a indústria nacional ou internacional. Os cafés produzidos são o Arábica, cultivado no Espírito Santo e Minas Gerais, e o Conilon ou Robusta, colhidos nos estados de Espírito Santo, Rondônia e no Sul da Bahia.

“O Arábica possui sabor exigido pelo mercado externo, geralmente é negociado para países do Oriente Médio, Europa e América do Norte”, afirma Stefenoni. Já o Conilon ou Robusta tem um gosto mais neutro e é vendido para o mundo todo. Em função do gosto não tão forte é possível mixá-lo com o Arábica, conta o empresário. O Robusta também é mais barato que o Arábica. A Império Café tem fornecedores que são produtores e empresas, além de lavouras próprias, com 300 hectares, que produzem entre 15 mil e 18 mil sacas anualmente.

A empresa tem matriz na cidade de Colatina, no Espírito Santo, onde possui seu centro administrativo. Também mantém uma estrutura de armazenagem em Marilândia, outro município capixaba, na qual há equipamentos e capacidade de estoque para 200 mil sacas de 60 quilos. “Utilizamos maquinário avançado com capacidade de beneficiamento de 720 sacos por hora. Por isso é possível fazer, com muita agilidade, o carregamento do café, seja para portos com destino à exportação ou para armazéns de clientes no Brasil”, diz Stefenoni sobre a estrutura em Marilândia.

O transporte do café até o destino final também é feito com frota própria ou de empresas especializadas. A Império Café também tem uma filial na Bahia, na qual está implementando nova estrutura para armazenagem e beneficiamento de café, e uma filial em Manhuaçú, em Minas Gerais, na qual trabalha com café Arábica.

A Império Café é uma empresa familiar e a administração está atualmente na terceira geração. Ela foi fundada em 1960 por David Stefenoni para compra e venda de café cru no mercado brasileiro.

Fonte: ANBA – Agência de Notícias Brasil-Árabe

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