Exportação de café brasileiro gera receita de US$ 4,9 bilhões no Ano Safra 2017/2018

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Ano Safra
O Brasil exportou 30,3 milhões de sacas de café no encerramento do Ano Safra 2017/2018 (julho de 2017 a junho de 2018). Entre as variedades embarcadas no período, o café arábica representou 86,4% das exportações (26.158.980 sacas); o solúvel, 11,4% (3.444.560 sacas); e o robusta, 2,2% (670.840 sacas). Vale destacar que a última variedade (robusta) apresentou crescimento de 140,9% no Ano Safra 2017/2018 em relação ao Ano Safra 2016/2017, quando foram exportadas 278.425 sacas.

Esse resultado representa uma redução de 8,4% em relação ao Ano Safra anterior (2016/2017), gerando receita cambial de US$ 4,9 bilhões, com decréscimo de 14,3% em relação ao período anterior. Os dados são do relatório divulgado pelo Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.

Junho/18
Já no mês de junho, o país exportou 2.470.289 sacas de café, crescimento de 12,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, com receita cambial de US$ 363,4 milhões, queda de 1% em relação a junho de 2017.

Destaque aqui para a entrada da variedade conilon (robusta) cujos volumes foram superiores ao mesmo período dos dois anos anteriores, demonstrando a importante recuperação dessa variedade, prejudicada pela forte estiagem ocorrida no Espírito Santo em 2015/16. Além disso, reflete também o escoamento dos volumes não embarcados no mês de maio, devido à greve dos caminhoneiros.

Ano Civil
No acumulado do ano civil (janeiro a junho de 2018), o Brasil exportou 14.473.363 de sacas. O volume representa um decréscimo de 4,2%, na comparação com o mesmo período de 2017. A receita cambial do ano civil teve um decréscimo de 14,2%, chegando a US$ 2,2 bilhões.

“Os dados referentes à conclusão do ano cafeeiro 2017/2018 confirmam as expec- tativas apontadas pelo Cecafé anteriormente, com volumes de exportação na ordem de 30 a 31 milhões de sacas”, destaca Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

“O desempenho poderia ter sido cerca de 5% melhor, se não fosse a forte redução de oferta do café conilon, causada por questões climáticas que afetaram as safras de 2014/15 e 16. A queda na produção criou uma expectativa junto aos produtores que resultou na elevação de preços, ficando em patamares superiores aos praticados pelo mercado internacional e inibindo a exportação”, diz.

Carvalhaes ressalta que, no entanto, “diante das estimativas para a próxima safra, que indicam um número recorde de 58 milhões de sacas, segundo a Conab, devemos fechar o ano civil com uma boa performance e, certamente, vamos recuperar o espaço perdido no mercado consumidor no exterior”.

A expectativa do Cecafé é de que, nos próximos anos, as exportações voltem aos melhores níveis de mercado. “Para isso, é necessário que o país incremente sua produção e, consequentemente, sua exportação. O Cecafé tem fortalecido as ações em prol da cafeicultura, levando conhecimento ao campo para atender à crescente demanda dos mais diversos e exigentes mercados globais nos próximos anos, como indica a Organização Internacional do Café – OIC. Para tanto, os associados do Cecafé adotam o nosso Código de Ética e Conduta, que amplia para todos os segmentos os preceitos da ética e compromisso com as normas legais vigentes no país, encerra.

Principais destinos

Ano Safra
No ano safra (2017/2018), os principais destinos do café brasileira foram: Estados Unidos, com 5.733.145 sacas exportadas (18,9% das exportações); Alemanha, com 5.231.145 sacas (17,3%); Itália, com 2.803.414 sacas (9,3%); Japão, com 2.042.555 sacas (6,7%); Bélgica, com 1.679.790 sacas (5,5%), Federação Russa, com 910.300 sacas (3%); Turquia, com 841.623 sacas (2,8%); Rei- no Unido, com 841.416 sacas (2,8%); Canadá, com 776.151 sacas (2,6%); e França, com 706.551 (2,3%). O Reino Unido foi o grande destaque no período, já que teve um crescimento de 25,44% no consumo do café brasileiro em relação ao Ano Safra 2016/2017.

Ano Civil
Já no acumulado do ano civil (de janeiro a junho de 2018), os Estados Unidos se mantiveram no posto de principal consumidor do café brasileiro, com 2.530.126 sacas exportadas para o país, o que representa 17,5% das exportações do Brasil no período.

A Alemanha foi o segundo país que mais consumiu café brasileiro, com 2.333.813 sacas ex- portadas e 16,1% de participação nas exportações. Os demais principais destinos foram, na ordem: Itália, com 1.414.315 sacas (9,8%); Japão, com 995.370 sacas (6,9%), Bélgica, com 839.656 sacas (5,8%); Reino Unido, com 508.305 sacas (3,5%); Turquia, com 465.842 sacas (3,2%); Federação Russa, com 420.371 sacas (2,9%), Canadá, com 383.421 sacas (2,6%) e França, com 374.376 sacas (2,6%).

Ressalta-se que, no ano civil de 2018, Itália, Reino Unido e Canadá apresentaram crescimento no consumo do café brasileiro em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Itália registrou um crescimento de 0,33% no consumo de café brasileiro; o Reino Unido, de 69,44%; e o Canadá, de 3,02%.

Diferenciados

Ano Safra
Os cafés diferenciados atingiram 5.431.537 sacas no Ano Safra (2017/2018) ante 4.869.012 sacas exportadas no Ano Safra 2016/2017, resultando em um crescimento de 11,6%. Os cinco principais destinos foram: Estados Unidos (1.324.165 sacas), Alemanha (723.254 sacas), Bélgica (635.671 sacas), Japão (489.736 sacas) e Itália (447.533 sacas).

Ano Civil
No acumulado do ano civil (de janeiro a junho 2018) foram exportadas 2.472.925 sacas de ca- fés diferenciados ante 2.175.180 sacas em relação ao mesmo período de 2017, com crescimento de 13,7%. Os principais destinos, no ano civil, foram: Estados Unidos (551.150 sacas), Bélgica (341.037 sacas), Alemanha (332.571 sacas), Japão (206.043 sacas) e Reino Unido (148.388 sacas).

Preços médios

Ano Safra
No Ano Safra 2017/2018, o preço médio foi de US$ 160,60, queda de 6,4% em relação ao Ano Safra 2016/2017, quando a média foi de US$ 171,54.

Junho/18
Já em junho deste ano, o preço médio foi de US$ 147,11, queda de 12,2% em relação ao mes- mo período de 2017, quando a média foi de US$ 167,50.

Ano Civil
Por fim, no ano civil (de janeiro a junho de 2018), o preço médio foi de US$ 155,41, decréscimo de 10,5% em relação ao mesmo período de 2017, quando a média foi de US$ 173,61.

Portos

Ano Safra
No Ano Safra 2017/2018, o Porto de Santos foi o que concentrou a maior parte das exporta- ções, com 83,1% do volume embarcado (25.177.761 sacas). Na sequência está o Rio de Janeiro, com 11,7% dos embarques (3.557.180 sacas) do período.

Ano Civil
Já de janeiro a junho de 2018, o Porto de Santos representou 83,4% do volume embarcado (12.070.925 sacas) e o Porto do Rio de Janeiro com 10,8% dos embarques (1.568.994 sacas) no período.

 

Sobre o Cecafé
Fundado em 1999, o Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – representa e promove ativamente o desenvolvimento do setor exportador de café no âmbito nacional e internacional. A entidade oferece suporte às operações do segmento por meio do intercâmbio de inteligência de dados, ações estratégicas e jurídicas, além de projetos de cidadania e responsabilidade social. Atualmente, possui 139 associados, entre exportadores de café, produtores, associações e cooperativas no Brasil, correspondendo a 96% dos agentes desse mercado no país.

Fonte: Cecafé

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