Expocaccer conclui primeira etapa de projeto para ampliar negócio

Imprimir

A primeira etapa do projeto de investimento, que totalizará R$ 25 milhões até 2016, da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocaccer), com sede em Patrocínio, no Alto Paranaíba, foi concluída e será inaugurada no dia 5 de setembro. Nesta fase, foi construído novo armazém, que dobrou a capacidade de estocagem da cooperativa. O aporte tem como objetivo concentrar a área de armazenagem em um espaço próprio e possibilitar a expansão dos negócios.

De acordo com o superintendente da Expocaccer, Sérgio Geraldo Dornelas, com a inauguração da unidade de armazenagem, que tem capacidade de 500 mil sacas de 60 quilos em uma área de 18 mil metros quadrados, a cooperativa terá uma capacidade total de armazenar 1 milhão de sacas de café.

"O investimento se tornou necessário por dois principais motivos. O primeiro é que utilizamos vários espaços arrendados para armazenar a safra, o que gera custos. Com o novo armazém vamos concentrar nossa produção em um único espaço, gerando economia de recursos. O segundo é pensando também nos nossos cooperados, cujo número vem crescendo ano a ano, vamos oferecer um espaço maior e um sistema de armazenagem mais moderno e eficiente. A projeção é que nas próximas safras, a produção fique maior", diz Dornelas.

A segunda etapa do projeto deve ser finalizada em março de 2016. Nessa fase está prevista a construção de uma linha de processamento e beneficiamento de grãos de café, com capacidade de processar 600 sacas por hora. "O investimento total, que gira em torno de R$ 25 milhões, é fundamental para darmos seqüência aos nossos projetos de expansão. A conclusão da primeira etapa vai nos dar condições de ampliar a produção, assim como a conclusão da segunda etapa, que triplicará nossa capacidade de beneficiamento dos grãos verdes. Estamos investindo para poder atender, principalmente, a demanda do mercado externo".

Estiagem – Em relação à safra atual, a estiagem atípica registrada no início do ano prejudicou a produtividade das lavouras. De acordo com Dornelas, para a região de atuação da Expocaccer é esperada quebra em torno de 35% a 38% quando comparado com a safra anterior.

"Para este ano o cenário produtivo não é positivo, uma vez que esperamos encerrar a safra com uma quebra de até 38% se comparado com 2014. Com o avanço da colheita, percebemos que as perdas serão superiores às inicialmente previstas para a região", avalia.

Ainda segundo o representante da cooperativa, outra conseqüência negativa provocada pela falta de chuvas é no tamanho do grão de café, que está menor. "Em um período produtivo normal conseguimos classificar cerca de 30% da produção como peneira 17/18, que são os cafés maiores e que, conseqüentemente, conseguem ser comercializados a preços melhores no mercado. Porém, neste ano, o volume está bem reduzido e nossa expectativa é classificar apenas entre 15% e 20% como peneira 17/18. Isto impacta diretamente na renda dos cafeicultores", explica Dornelas.

Em relação aos preços do café, cerca de R$ 440 a saca de 60 quilos, o valor ainda não é suficiente para cobrir os prejuízos provocados pela estiagem. Segundo Dornelas, a expectativa do setor era de valorização dos preços em decorrência das perdas, porém, devido ao cenário macroeconômico negativo e a queda dos preços das commodities no mercado internacional, não é possível afirmar que as cotações serão alavancados ao longo dos próximos meses.

No momento, segundo Dornelas, o indicado é que o produtor fique cauteloso e avalie os rumos do mercado, para escolher o melhor momento para a comercialização da safra e para a aquisição de insumos.

Fonte: Diário do Comércio (Michelle Valverde)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *