Experiências e novos rumos para o setor cafeeiro em debate

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A quarta edição da Semana Internacional do Café (SIC) já começou. Realizado pelo Sistema FAEMG, a Café Editora, o Sebrae e o Governo de Minas, por meio da Seapa, o principal encontro da cadeia produtiva no Brasil vai até sexta-feira, no Expominas, em Belo Horizonte. A cerimônia de abertura, hoje, reuniu representantes de diversos segmentos do setor, tanto em nível estadual quanto nacional. A composição da mesa contou com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Cruz Reis Filho, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Roberto Simões, o deputado estadual Emidinho Madeira, representando a Assembleia Legislativa, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas e da Fiemg, Olavo Machado Júnior, o presidente da Ocemg, Ronaldo Scucato, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o superintendente do Sebrae Minas, Afonso Rocha, o vice-presidente da Crediminas, Ivan Lemos Brandão, e o diretor de Planejamento da Café Editora, Caio Alonso Fontes.

A importância do setor para Minas e o Brasil foi destacado pelos organizadores. Especialmente após o anúncio, hoje, do terceiro levantamento da safra 2016/2017, pela Conab, que indicou que o país deverá colher 49,6 milhões de sacas, com a participação do estado atingindo os 59% da produção nacional. “É um resultado fantástico, o que mostra as oportunidades, a pujança, a força do nosso agronegócio, e que, logicamente, dispensa palavras sobre suas estatística em termos de renda, emprego, exportações”, comentou Simões, da FAEMG. Em um cenário como esse, ele ressaltou que é natural que Minas seja sede de um evento tão grande e importante como a SIC.

Caio Alonso, da Café Editora, acrescentou que, apesar de este ser um ano de desafios para o Brasil, na questão econômica, tanto a feira, quanto o mercado de cafés, apresentaram expansão, pois se colocam de forma dinâmica e inovadora. “A SIC cresceu 10% em número de expositores, e estamos com estimativa de que a visitação bata a do ano passado, em algo em torno de 14% nesses três dias”, detalha. Nesse contexto, a Semana Internacional do Café, conforme Afonso Rocha, do Sebrae, cumpre a missão fundamental de mostrar ao mundo, por meio das inúmeras atividades oferecidas, as boas práticas das lavouras cafeeiras do país, além de discutir estratégias para difundi-las entre produtores, compradores e consumidores.

Nos próximos três dias, líderes do setor compartilharão seus trabalhos e realidades para, juntos, traçarem caminhos para um futuro melhor. “Tenho a certeza de que as discussões aqui irão inspirar as lideranças, produtores, empresários, consumidores a irem além, a mostrar para o mundo a origem, sustentabilidade, identidade, diversidade, seriedade e respeito ao produto que nos faz conhecidos e reconhecidos em todo mundo”, concluiu.

O secretário João Cruz encerrou a cerimônia, observando que o café tem papel de reunir as pessoas em volta da mesa, da xícara, do fogão de lenha, e isso se expande para essa aproximação de todos os envolvidos na cadeia. Os resultados desse encontro, mais especificamente durante a SIC 2016, geram o desenvolvimento do setor, novos negócios e ainda servirão de base para a elaboração de políticas públicas. “Temos que colocar o café brasileiro no seu devido lugar no mundo. Hoje, somos a base dos cafés de qualidade, mas ainda falta agregar valor para equiparar preços”, enfatizou.

Durante os três dias de evento, haverá ampla programação de eventos simultâneos, encontros, seminários, cursos, concursos, sessões de cupping (prova de cafés), divididos em três eixos temáticos: Mercado & Consumo, Conhecimento & Inovação, Negócios & Empreendedorismo. Realizada desde 2013 na capital do maior estado produtor do país, a SIC tem como foco o desenvolvimento do mercado brasileiro e a divulgação da qualidade dos cafés nacionais para o consumidor interno e países compradores, além de potencializar o resultado econômico e social do setor. Neste ano, dois temas ainda ganharão destaque: a sustentabilidade, ponto forte entre os produtores nacionais em todos os níveis (ambiental, econômico e social), e as oportunidades apresentadas no segmento de cafés especiais, uma realidade em todo o mundo.

Fonte: Semana Internacional do Café

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