Exigência de qualidade no café estimula surgimento de clube de assinaturas no Brasil

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O Brasil é a maior nação cafeeira do mundo, liderando os rankings internacionais de produção e consumo, além de ser o segundo maior consumidor do planeta. Só este ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café, este mercado já movimentou R$24,3 bilhões neste ano, como valor bruto de produção.

Observando o potencial do grão, o produtor Luiz Cláudio Cruz fundou, em 2012, o primeiro clube de assinatura do grão no Brasil: o Clube Café. A ideia surgiu quando um amigo o chamou para fundar um clube de vinhos. Ele abriu mão da proposta para investir em algo que realmente tinha conhecimento.

– Nosso foco é o café gourmet. O plano mais em conta é de R$29,90 por mês, com frete grátis para todo o Brasil – explicou.

Segundo Cruz, o empreendimento demorou cerca de um ano para começar a dar lucro. Entre os mais de 3.500 assinantes, há clientes de todos os estados, desde moradores de cidades pequenas até capitais.

Em 2016, inspirado no avô, o qual era produtor de café, Thiago Martinês resolveu empreender e também criou um clube de assinaturas, o Grão Café, já esse era um nicho de mercado ainda pouco explorado. Os pacotes podem ser adquiridos a partir de R$38.

– O café é uma tradição no Brasil. Tomamos café ao acordar, após o almoço e ainda servimos a bebida quando recebemos uma visita. De 10 anos para cá, o brasileiro está mais seletivo na hora de escolher o tipo de grão para consumir – analisou o empresário.

Segundo Martinês, é possível perceber quando o café é de má qualidade ainda na xícara: a coloração é bem escura e o gosto possui um amargor forte. Ao contrário dos grãos selecionados, que têm sabor doce – sendo desnecessário adicionar açúcar–, diferentes aromas, como vinhos; além de acidez balanceada.

Mercado do café

Presente em território nacional há aproximadamente 300 anos, o café foi responsável pelo processo de industrialização e modernização do país. Atualmente, segundo a ABIC, gera mais de oito milhões de empregos na cadeia produtiva. Em 2018, os brasileiros deverão produzir 59,9 milhões de sacas de 60 kg. Já a exportação do produto é projetada em 35 milhões de sacas e o consumo interno em 22 milhões.

Este mês, o Sebrae-RJ, com apoio da Emater-Rio e do Centro do Comércio do Café do Rio de Janeiro, realiza o Concurso Estadual de Qualidade do Café para eleger as 20 melhores amostras de café. O objetivo é dar maior visibilidade aos produtores fluminenses, atraindo compradores de outros estados e até mesmo do exterior. A participação foi aberta a cafeicultores de todo o estado, com incrições gratuitas.

Os cafés que chegarem à etapa final receberão certificado de participação, laudo técnico e poderão participar do Cupping dos Cafés do Rio de Janeiro, edição de 2018 da Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte. Os vencedores serão anunciados no dia 10.

Em comemoração ao Dia Internacional do Café – 1º de outubro – a ABIC realizou nesta segunda-feira, em Brasília, uma cerimônia para entregar certificados às empresas e marcas que mais se destacaram durante o ano na avaliação do Programa da Qualidade do Café – PQC – 2018. Essa premiação destaca a excelência dos Cafés do Brasil e é o reconhecimento às empresas que tiveram notas constantes durante o ano dentro de sua categoria.

Fonte: Extra (Por Letycia Cardoso)

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