Evento internacional de café que seria realizado no ES é cancelado por causa da crise

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O encontro internacional de café, o Let’s Talk Coffee 2015, que seria realizado no Espírito Santo foi cancelado por causa da crise que afeta o País. O evento reúne formadores de opinião e empresários do setor cafeeiro em diferentes países ao longo do ano – a exemplo de Austrália, Colômbia e Peru. Neste ano, o encontro brasileiro seria realizado em setembro, no Espírito Santo, mas por ausência de patrocínio e por questões logísticas, conforme nota no site oficial do evento, o Let’s Talk Coffee Brasil foi cancelado.

Para o presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra, a ausência “coloca um pé no freio” da indústria cafeeira capixaba. “As marcas do Estado são uma referência nacional. Elas souberam se fortalecer e conseguiram evitar a onda de aquisições do mercado nacional. Nossos produtos possuem qualidade e valor agregado – com cafés especiais, cápsulas, entre outros itens. Esta seria uma grande vitrine para a produção capixaba”, lamenta. 

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo (Sincafé), Egídio Malanquini, o evento representava uma oportunidade ímpar para a indústria local. “Nesta edição apresentaríamos a evolução realizada ao longo dos últimos dez anos pelos produtores, pelos industriais e pelo Incaper na qualidade dos cafés capixabas, do grão aos produtos acabados. Planejamos apresentar um novo conceito de consumo para o café Robusta, do qual nosso Estado é o maior produtor do país”, lembra.

O tipo Robusta é mundialmente aceito para produção de café solúvel. De acordo com Malanquini, o produto capixaba quebra esse conceito. “Conseguimos melhorar geneticamente esse grão com muitos estudos para torná-lo um café viável em outros tipos de consumo, como o café espresso e o café comum. Trazer formadores de opinião dos Estados Unidos e do resto do mundo para provar este café seria uma oportunidade ímpar”, destaca o presidente do Sincafé.

O Espírito Santo é o maior produtor de Robusta do Brasil e o segundo maior produtor de Arábica. Atualmente, a cadeia produtiva gera cerca de 400 mil empregos, entre diretos e indiretos.

Fonte: Folha Vitória

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