Estiagem: perdas do café começam a ser contabilizadas em Minas Gerais

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Pelo menos 10% da produção de café deve ser perdida na Zona da Mata mineira, por conta da estiagem prolongada. Segundo José Braz Matiello, engenheiro agrônomo do Fundação Procafé, a região concentra pelo menos 50% da produção de café do Brasil. “Choveu muito pouco, e em algumas regiões nem choveu. Tivemos uma perda de água elevada, em função da temperatura”.

Matiello afirma que a perda pode ser maior, de acordo com o tipo de lavoura e de solo. “Na fase crítica que estamos atualmente, que é o enchimento de grão, dependemos da água”.

O café está mal granado em diversas lavouras e a perda de qualidade deverá se estender por duas safras. “Isto terá reflexos nesta safra e na próxima. A planta cresce em um ano para produzir no outro… Se este ramo cresce com poucos entrenós e rosetas, a safra de 2014 vai produzir menos frutos”.

Para as plantas novas, segundo Matiello, a situação é ainda pior, pois as raízes ainda não estão profundas o suficiente para alcançar a água no solo. “Temos que esperar chover para, depois, ver o que dá para recuperar… Com a experiência que temos no campo, já podemos falar em perdas de 10%, mas pode ser mais que isso”.

Além da má formação do grão, pode acontecer uma redução do tamanho do fruto. “Precisaremos de mais frutos para encher uma saca de 60 kg… O café é adaptado ao sol, mas quando temos excesso de luminosidade e de calor, a planta sintetiza menos. Ela está perdendo, porque não está produzindo energia”, explica o engenheiro.

Outro problema que está prejudicando a produtividade do café é a diminuição dos tratos culturais, já que muitos produtores estavam descapitalizados e deixaram de adubar suas plantas. “Mesmo os produtores que adubaram não tiveram água suficiente para absorver”. Sem os tratos, a planta também fica mais susceptível a doença.

Fonte: Notícias Agrícolas via Rede Social do Café

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