Especialista prevê preço elevado do café por dois anos

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A Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaiso), em parceria com a empresa Bunge, apresentaram ontem a palestra sobre mercado de café, com Gilberto Carlos Barabach, da consultoria Safra e Mercados.

Gilberto explicou à platéia formada por cerca de 100 cafeicultores como aproveitar o bom momento das altas nos preços de café, que para ele deve perdurar por mais dois anos, em média.

“Os fundamentos que comandam o mercado estão muito estáveis e não devem mudar em pouco tempo. Ao que tudo indica, vão continuar atuando por cerca de um ano e meio a dois. Essa é a previsão dos especialistas e eu concordo”, disse ele.

Gilberto explicou que “esses fundamentos se resumem na lei da oferta e procura que, no caso do café, foi influenciada principalmente por alguns fatores, como a pouca oferta de cafés de qualidade no mundo, o aumento da procura por esses cafés, a quebra de produção da Colômbia e os baixíssimos estoques mundiais”, informou o consultor.

“São esses fatores que não devem mudar tão logo e vão continuar a influenciar nos preços do café, que tendem a uma acomodação com um pouco de queda, mas nada acentuado”, presume Gilberto.

Dicas

Gilberto disse que esse é o momento para o produtor de café aproveitar, trabalhando para sair das dívidas e capitalizar a sua atividade. Por parte do governo brasileiro, o especialista acredita que está faltando marketing a fim de garantir, principalmente, vendas internacionais de cafés de qualidade.

“O Brasil é o maior produtor e exportador de café e isso o mundo já sabe. O mundo sabe também que a gama de ofertas de cafés brasileiros é grande: tem café riado, tem robusta, tem conilon, café de bebida suave e agora começam a conhecer o nosso café de qualidade. Ou seja, o Brasil tem o que oferecer, inclusive para esse promissor mercado internacional de cafés finos, mas falta marketing. Falta o governo do Brasil anunciar isso para o mundo, faltam ações de comercialização para garantir compradores por muito tempo”.

Quanto ao produtor, Gilberto é claro: “para que o produtor possa mesmo usufruir das altas do café é preciso que ele passe a fazer o seu custo de produção com rigor. Se ele não souber quanto gasta, não será capaz de saber nem o valor de seu produto. É preciso que ele tenha rigoroso controle sobre isso e muita calma na hora de vender seu café. Se ele puder, que venda esse café aos poucos para ir capitalizando sua lavoura, para trabalhar em cima da qualidade. Porque o que o mercado nos aponta é que está, sim, muito promissor, mas para cafés finos”, finalizou o consultor de mercado Gilberto Carlos Barabach.

Fonte: Coffee Break 

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