Espanhóis visitam fazendas de café do Sul de Minas

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Um grupo de importadores de café visitou fazendas da região, semana passada. É a segunda vez que o Sul de Minas recebe investidores do setor, nas últimas semanas.Recentemente o presidente da Gold Coffee Company, torrefadora sediada na Flórida, John Parry visitou a região. Desta vez foi um grupo de empresários espanhóis: Mateo Martinez Álvarez, gerente da importadora Xorxios, Guillermo Janregui, controlador de qualidade da Cafés Carambuco, Juan Gomes Ramos, controlador de qualidade da Almix e Antônio M. Chavarria Rosa, barista da Almix e campeão  dos campeonatos português/espanhol no ano de 2009. Eles passaram por fazendas de Três Pontas e Boa Esperança.

A Fazenda Santa Edwirges, de propriedade de Cléo Túlio de Brito, foi uma das visitadas pelo grupo e causou ótima impressão aos espanhóis. Esta fazenda possui cerca de 430 hectares de café e está em desenvolvimento contínuo. Investimentos em infraestrutura de pós-colheita como terreiro, tulhas de armazenamento, dentre outros, garantiram um grão de excelente qualidade.

Segundo Antônio Fernando Barra, engenheiro agrônomo e consultor da Fazenda Santa Edwirges, todo investimento feito foi muito válido para a melhora na qualidade dos grãos e prevê que a produção de cafés especiais e a negociação direta com as importadoras tornem-se tendências a serem seguidas na propriedade.

No segundo dia de visita o grupo pode conhecer as Fazendas Padre Victor, de propriedade de Maria Lídia Tiso Miranda, além das Fazendas Cava, Estrela e Espera, de Francisco de Paula Vitor Silva e Edmundo Otaviano Silva.

O representante da Importadora Xorxios, Mateo Martinez, se disse impressionado com o avanço da cafeicultura no Sul de Minas. Segundo ele, “dentre os vários países produtores, o Brasil está muito a frente dos outros no que diz respeito à estrutura, limpeza e organização”. A qualidade dos grãos ainda os preocupam, já que eles compram apenas cafés acima de 80 pontos na metodologia da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), bebidas que são classificadas como mole a estritamente mole”. Hoje, o Brasil é conhecido no exterior pelo volume de café que produz, porém, todos eles têm a mesma impressão de que o mercado está mudando e os produtores brasileiros já estão se preparando e produzindo cafés de excelente qualidade.

NUCOFFEE é uma iniciativa da Syngenta que conecta produtores, cooperativas e torrefadores em torno da paixão pelo café diferenciado. O programa oferece uma proposta de negócios transparente, que agrega qualidade e tecnologia, para criar um relacionamento mais próximo entre o produtor e o torrefador.

Através de seus ATRs (Assistentes Técnicos de Rastreabilidade), NUCOFFEE oferece também suporte e treinamento aos produtores participantes do programa para que todos possam atender corretamente às exigências das torrefadoras.

O ATR da iniciativa NUCOFFE na região, Luiz Fernando Carvalho Ribeiro, explica que a conectividade entre o torrefador e o produtor faz com que a aplicabilidade (insumos aplicados na lavoura) e a rastreabilidade pós-colheita não sejam em vão, porque estas são exigências dos torrefadores e ajudam a obter uma negociação diferenciada para estes lotes de café.

Segundo Eduardo Chaves, sócio da GEAGRO, “é importante lembrar que todos na cadeia produtora do café, desde o produtor, passando pelas cooperativas até o comprador final têm extrema relevância neste programa que NUCOFFEE está implantando no Brasil. No final, todos tendem a ganhar com o desenvolvimento da qualidade do café produzido”.

Fonte: Blog do Madeira

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