Esforço e dedicação garantem cafés de excelência

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O cafeicultor Cláudio Carneiro Pinto (foto ao centro: Manejo da Lavoura Cafeeira – Peabirus), proprietário da Grota São Pedro, em Carmo de Minas (MG), obteve excelente resultado depois de anos de dificuldades, esforço e dedicação em seu cafezal. Ele foi o campeão do 11º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil (Leilão Cup of Excellence), promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (Brazil Specialty Coffee Association, BSCA, na sigla em inglês), em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), em janeiro deste ano.

O comprador pagou mais de 66 mil dólares pelo lote de 20 sacas de 60 kg café produzido por Claudio Carneiro Pinto. O produtor leva todo o mérito devido à busca pela qualidade.

O que faz um produtor participar de um concurso desta natureza?Cláudio Carneiro Pinto – O escopo principal é o lucro e a vaidade, mas no meu caso é mais do que isso, gosto de fazer o diferente e enfrentar desafios. Para ser diferente, o meu produto é orgânico e o desafio é fazer um café "orgânico especial". O concurso é o que me dá a certeza de que estou no caminho certo.

Quais são os desafios para se produzir um grão especial, para concurso?
Cláudio Carneiro Pinto – As dificuldades são muitas, mas todas prazerosas, desde o plantio do café até a sua degustação. O que torna o café especial é o cuidado na condução de todo o processo, desde o plantio até a sua seleção como grão especial, através da prova de degustação.

Quem compra esses cafés premiados?
Cláudio Carneiro Pinto – As grandes torrefadoras internacionais e nacionais e exportadores que primam pela qualidade e querem fazer marketing.

Qual a importância deste prêmio para o produtor de café?
Cláudio Carneiro Pinto
– Para o produtor torna-se um marketing, que agrega, de certa maneira, valor ao seu produto.

Quais são as regras para participar deste concurso?
Cláudio Carneiro Pinto – As regras são propostas pela BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais). O produtor submete sua amostra à BSCA, que por meio de provadores credenciados, fazem uma classificação preliminar em âmbito nacional. Os cafés selecionados são encaminhados para júri internacional, saindo daí os mais bem classificados.

De que forma o certame melhora a qualidade do café para o consumidor?
Cláudio Carneiro Pinto – O produtor estava, até pouco tempo, ligado a produtividade e lucro, esquecendo-se da qualidade. Atualmente, o consumidor aprendeu a degustar o café e a diferenciá-lo, exigindo qualidade e dispostos a pagar mais por um produto melhor. Criou-se aí um mercado, ou melhor, uma competição, de um lado o produtor melhorando a qualidade do produto, do outro, o consumidor valorizando o café especial.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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