Entenda os impactos da pandemia de Covid-19 sobre o mercado de café

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No mercado de café, o cenário econômico global incerto trouxe sentimento de cautela e obervação para operadores e especuladores, aponta o escritório Carvalhaes, em boletim. Em Nova York, os contratos oscilaram menor e, sem novidades nos fundamentos, trabalharam em baixa moderada na maior parte dos dias. “Os contratos com vencimento em julho próximo somaram perdas de 325 pontos da abertura na segunda-feira até o fechamento de sexta-feira”, diz.

O dólar, apesar do crescimento da tensão EUA-China e das divergências políticas no Brasil, apresentou-se mais calmo e recuou 4% frente ao real nesta semana, depois de ter acumulado 8% de alta nas duas anteriores.

Segundo Carvalhaes, com a moeda americana e os contratos de café na ICE em Nova Iorque acumulando baixas na semana, o mercado físico brasileiro de café apresentou-se calmo, com as ofertas dos compradores recuando ao longo dos dias. “Como são raros os lotes ainda em mãos de produtores neste final de ano-safra, os poucos negócios que saíram na semana foram sempre para compradores com necessidade de compra imediata e assim dispostos a pagar acima da média dos preços oferecidos no mercado”, diz.

Os trabalhos de colheita avançam a uma velocidade menor que a usual em outros anos, segundo a corretora. Os cuidados adotados pelos cafeicultores são bem maiores devido à pandemia da covid-19. Procuram, sempre que possível, usar mão de obra da própria região, diminuindo a expansão do vírus. “É uma boa solução, contribuindo com o combate à pandemia e dando trabalho e renda para milhares de brasileiros que perderam seus empregos com a crise econômica advinda da chegada do vírus ao Brasil”, afirma.

Os lotes da nova safra de arábica que chegam ao mercado ainda são poucos e estão com alto percentual de verdes devido a um início de colheita precipitado por parte de alguns produtores.

A perspectiva para a nova safra é boa. Apesar da crise, o consumo interno brasileiro e dos principais países consumidores continua surpreendendo positivamente, com o crescimento do consumo doméstico compensando boa parte da queda do consumo fora do lar. “As principais cidades americanas e europeias começam a programar a abertura do comércio e o fim da quarentena. O consumo em cafeterias, restaurantes e escritórios será retomado aos poucos, nos próximos meses”, diz.

Muitos cafeicultores brasileiros já venderam parte de sua safra para entrega nos próximos meses e os recursos provenientes do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), para financiamento dos trabalhos de colheita e armazenagem da nova safra, chegarão mais cedo aos bancos neste ano. Assim, os produtores poderão programar com calma a entrada de seus cafés no mercado ao longo de todo o novo ano-safra.

Fonte: Agência Safras via Canal Rural

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