Em queda pelo 3° dia seguido, dólar abre 2011 na mínima desde setembro de 2008

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Com forte queda de 0,91% nesta segunda-feira (3), o dólar comercial conheceu seu terceiro dia seguido de desvalorização, fechando cotado na compra a R$ 1,649 e na venda a R$ 1,651 – mínima desde 1 de setembro de 2008, quando estava valendo R$ 1,646. O otimismo mantido nos mercados contribuiu para a nova depreciação da moeda norte-americana, forçando o Banco Central a atuar por duas vezes no mercado cambial.

O primeiro leilão de compra de dólares realizado pelo BaCen ocorreu entre as 12h41 e as 12h46 (horário de Brasília), com uma taxa de corte de R$ 1,652. A segunda intervenção veio próximo do fechamento dos negócios, ocorrendo entre as 16h13 e as 16h18. A taxa de corte ficou em R$ 1,6498.

Ainda na agenda doméstica, destaque para a balança comercial, que fechou 2010 com recordes tanto de importações (US$ 181,638 bilhões) quanto de exportações (US$ 201,916 bilhões). Dessa forma, o saldo comercial do País ficou positivo em US$ 20,278 bilhões. Vale mencionar que o resultado superavitário de US$ 5,368 bihões visto em dezembro foi o melhor do ano, informou o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Por fim, o relatório Focus teve como destaque mais uma vez as projeções para a inflação. Os economistas ouvidos pelo BC elevaram as expectativas para o IPCA, cuja taxa anual é estimada em 5,32% para 2011, acima dos 5,31% registrados na última semana. Assim, embora em menor grau, a inflação deve ficar acima do centro da meta também em 2011.

Belchior, Pimentel e Meirelles
Ainda nesta segunda-feira, os investidores interpretaram as palavras da nova equipe econômica do governo. A nova ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, prometeu que sua gestão estará pautada na melhoria da qualidade dos gastos públicos.

Já Fernando Pimentel, que assume o MDIC, foi mais enfático na questão referente ao câmbio, dizendo que o combate à guerra cambial, a redução das taxas de juros, a elevação dos investimentos em infraestrutura e a diminuição da carga tributária serão os principais desafios do País. Pimentel disse ainda que o governo não será passivo diante de novas valorizações do real frente ao dólar.

Também ganhou destaque o agora ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Durante discurso em cerimônia de transmissão do cargo principal da autoridade monetária, Meirelles se disse satisfeito com a escolha da presidente Dilma Rousseff, Alexandre Tombini, para sucedê-lo, dizendo ainda que sua missão frente ao BC estava cumprida.

Divergência nos EUA
Sinais divergentes marcaram a agenda norte-americana desta sessão. O ISM Índex, indicador que mede o nível de atividade industrial do país, decepcionou os analistas ao ficar abaixo do esperado. Em contrapartida, os gastos com construção civil no país subiram 0,4% em novembro.

Dólar futuro na BM&F e dólar pronto
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro segue o dia cotado a R$ 1.665, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.672 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera em alta, atingindo R$ 1.671 frente à cotação de R$ 1.667 do fechamento de quinta-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6490000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,22 para março de 2011, 0,19 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.

Fonte: InfoMoney

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