Dólar muda de direção e sobe, na volta do feriado

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No retorno do feriado de Páscoa, os investidores parecem ainda procurar um rumo para o dólar. Depois de iniciar o pregão no território negativo, chegando a R$ 1,5639 na mínima do dia, a moeda americana começou a subir ligeiramente. O mesmo movimento foi observado no exterior. O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de seis moedas, atingiu os 73,81 pontos no patamar mais baixo do dia, mas há pouco tinha alta de 0,22%, aos 74,16 pontos.

"O mercado interno está mais alinhado ao externo hoje, mas não há nenhuma notícia relevante, nada que possa alterar tendências", explica o diretor de câmbio do banco Paulista, Tarcísio Rodrigues. Além disso, o volume de negócios no câmbio, até o momento, é um pouco mais baixo que o normal.

Com relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) anunciada na quarta-feira, de elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 12% ao ano, Rodrigues diz que não está pesando sobre os negócios, porque "já estava no preço". "O mercado sempre se antecipa", afirma. "Mas agora vale esperar a ata do Copom (que será divulgada na quinta-feira)", acrescenta. 

No breve comunicado divulgado antes do feriado, o colegiado do Banco Central deixou clara a percepção de que o ciclo de aperto no juro será prolongado. A nota à imprensa diz que, "considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012".

Por volta das 12h20, o dólar comercial tinha apreciação de 0,25%, cotado a R$ 1,564 na compra e a R$ 1,566 na venda.

No mercado futuro, o contrato de maio negociado na BM&FBovespa sofria alta de 0,41%, a R$ 1,573. 

No mercado de câmbio externo, o euro tinha firme alta de 0,38% ante o dólar, a US$ 1,456. Os investidores seguem acreditando na escalada de aumento da taxa de juros europeia.

As commodities passaram a manhã em alta, porém há pouco começaram a declinar. Minutos atrás, o índice CRB caía 0,69%, aos 364,89 pontos.

Nas bolsas de valores, em Wall Street, o índice Dow Jones recuava 0,42%, aos 12.453 pontos, enquanto o S&P 500 registrava perda de 0,38%, aos 1.332 pontos. Os agentes do mercado analisam balanços corporativos que estão sendo divulgados. 

Por aqui, o Ibovespa tinha queda de 0,29%, aos 66.860 pontos.

Na agenda de indicadores, os investidores souberam que as vendas de casas novas nos Estados Unidos aumentaram 11,1% em março, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 300 mil unidades, perante a marca de 270 mil unidades apuradas no segundo mês deste ano (dado revisado).

Também foi divulgado há pouco que o índice de atividade dos negócios na região do Texas caiu para 10,5 em abril, depois de se situar em 11,5 em março, conforme levantamento da unidade do Federal Reserve (Fed) de Dallas.

A pesquisa trouxe ainda que o índice de produção saiu de 24,1 para 8,1 e o de novas encomendas passou de 13,6 para 4,3 entre março e abril. Leituras abaixo de zero indicam contração; acima dessa marca sugerem expansão.

Vale lembrar que a maioria das praças acionárias da Europa não opera nesta segunda-feira, em decorrência de feriado pelas comemorações da Páscoa. Estão inoperantes as bolsas no Reino Unido, Alemanha, França e Suíça, por exemplo.

Por fim, a agenda desta semana é carregada de eventos importantes. Na quarta-feira, será anunciada a decisão do Fed para a taxa de juros americana. Após a divulgação, o presidente da autoridade monetária americana, Ben Bernanke, participará de coletiva de imprensa. No dia seguinte, será a vez do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA nos três primeiros meses do ano.

Fonte: Valor 

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