Dólar fecha em alta pelo terceiro dia seguido

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O dólar comercial fechou em alta pelo terceiro dia seguido nesta segunda-feira (22), mantendo-se acima de R$ 1,60 em um pregão de pouca volatilidade, em linha com o movimento no mercado internacional.

A moeda norte-americana subiu 0,27%, a R$ 1,6049 para venda. Em agosto, o dólar acumula alta de 3,48%. No ano, porém, a divisa recua 3,67%. Enquanto o mercado fechava no Brasil, o dólar subia 0,17% em relação a uma cesta com as principais divisas, anulando a queda do começo do dia.

As oscilações foram determinadas pela expectativa sobre a reunião anual de bancos centrais em Jackson Hole, nos Estados Unidos. Parte do mercado espera que o chairman do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, use o discurso de sexta-feira para repetir o que fez no ano passado, quando sinalizou a adoção de mais estímulos monetários para fortalecer a economia.

Uma nova edição do chamado "quantitative easing" tende a desvalorizar o dólar no mundo inteiro, principalmente em relação a moedas ligadas a commodities, como a brasileira. Mas parte dos investidores é cética com essa possibilidade, citando a ausência de uma pressão deflacionária nos Estados Unidos.

O baixo volume de negócios desestimulou movimentos mais intensos no Brasil. O contrato futuro mais negociado na BM&FBovespa tinha 242 mil papéis transacionados até 17h, uma hora antes do fim do pregão. A média no mês é de 397 mil contratos por dia.

Para o operador de câmbio da corretora Interbolsa Moacir Marcos Júnior, a razão para a pouca liquidez são as recentes medidas do governo contra a queda do dólar, que impuseram uma taxação sobre operações com derivativos. "Meu volume aqui caiu 70%", afirmou o operador, em referência a operações de hedge de exportadores.

A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central e usada como referência para ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,6009 para venda, em alta de 0,31% ante sexta-feira.

O BC realizou apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista, repetindo o padrão dos três pregões anteriores.

Fonte: G1 com Reuters

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