Dólar fecha a R$ 1,72; Bovespa valoriza 2,53% e se aproxima dos 70 mil pontos

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Os números positivos da economia americana divulgados nesta quarta-feira permitiram um dia de trégua para os mercados, numa semana marcada pelas projeções mais pessimistas do banco central dos EUA, os problemas da Irlanda e a escalada de tensão das Coreias.

Nos EUA, o aumento da renda e dos gastos pessoais, bem como o aumento da confiança do consumidor na economia animaram os investidores e deram impulso às Bolsas de Valores. A taxa de câmbio doméstica, que subiu por três rodadas consecutivas, cedeu, numa sessão em que operadores notaram um movimento significativo de vendas de dólar no mercado futuro.

Dessa forma, o dólar oscilou entre R$ 1,734 (valor máximo) e R$ 1,720 (mínimo) para encerrar o expediente em R$ 1,723, o que significa um declínio de 0,m7% sobre o fechamento de ontem.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,830 para venda e por R$ 1,670 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 2,53%, aos 69.674 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,91 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York ascende 1,33%.

Profissionais do mercado notam que o fluxo de saída tende a aumentar nas últimas semanas do ano, o que deve manter pressão sobre as cotações.

"A tendência do dólar é para cima, provavelmente oscilando entre R$ 1,75 e R$ 1,78 até o final deste ano. Acho que nós já veremos alguma mudança nas projeções já no próximo boletim Focus. A questão é que o fluxo de saídas aumenta neste final de ano, e muitas empresas já começam a sair do mercado em novembro mesmo. Mas essa alta será gradativa, um pouco a cada dia", comenta Luiz Carlos Baldan, diretor da corretora Fourtrade.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas voltaram a avançar nos contratos mais negociados.

Alguns profissionais chegaram a atribuir à saída de Henrique Meirelles do Banco Central, e o vácuo de nomes para ocupar a pasta, a forte alta verificada nos juros futuros. Hoje, o gabinete da presidente eleita Dilma Rousseff oficializou três nomes: Guido Mantega (que permanece na Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central).

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada subiu de 11,25% ao ano para 11,39%; para janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 11,77% para 11,86%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada aumentou de 12,26% para 12,28%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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