Dólar fecha a R$ 1,70; Bovespa avança 0,51% após decisão de BC americano

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Duas intervenções do Banco Central nesta quarta-feira ajudaram a manter a taxa de câmbio doméstica acima do patamar de R$ 1,70, em meio às expectativas pela nova rodada de estímulo monetário nos EUA, ansiosamente aguardada pelos agentes financeiros.

O Banco Central dos EUA anunciou que deve injetar na economia um montante de US$ 600 bilhões até o segundo trimestre de 2011, à razão de US$ 75 bilhões por mês. Até esta semana, economistas do setor financeiros estavam divididos sobre a dimensão dos estímulos — os mais otimistas ainda mantinham a projeção na casa de US$ 1 trilhão, enquanto boa parte trabalhava com uma oferta de capital em torno dos US$ 500 bilhões.

O mercado de câmbio encerrava as operações enquanto as agências internacionais publicavam a decisão do banco central americano. Dessa forma, o dólar comercial variou entre R$ 1,690 e R$ 1,706, para encerrar o dia à cotação de R$ 1,701, o que representa uma queda de 0,4% sobre a taxa de segunda-feira.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,820 para venda e por R$ 1,650 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sobe 0,51%, aos 71.923 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,6 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,15%.

Entre outras notícias importantes do dia, o Ministério do Desenvolvimento reportou que a balança comercial encerrou o mês de outubro com um superavit de US$ 1,854 bilhão, saldo 78% inferior ao desempenho registrado em setembro. Em comparação com outubro do ano passado, representa um crescimento de 48%. No acumulado do ano, a balança comercial acumula superavit de US$ 14,627 bilhões.

O Banco Central entrou no mercado por volta das 12h30 (hora de Brasília) e as 15h40. Na primeira ocasião, comprou moeda por R$ 1,6966 e na segunda, por R$ 1,7009 (taxa de corte). Como de praxe, a autoridade monetária não informa o total de lotes adquirido. Hoje, não houve a divulgação do boletim semanal sobre fluxo cambial, com as informações sobre as intervenções do BC, e as posições das tesourarias dos bancos.

Fonte: Folha de São Paulo 

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