Dólar encosta em R$ 1,68 no fechamento, após nova atuação do BC

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A cotação da moeda americana teve o seu dia de maior avanço em quase duas semanas. O Banco Central atuou novamente com intensidade no mercado de câmbio doméstico, com duas operações para comprar no segmento à vista e uma no mercado futuro, por meio de um novo leilão de "swap" cambial reverso.

O contexto externo favoreceu a alta das taxas: o euro bateu o seu maior preço frente ao dólar (US$ 1,3716) em mais de dois meses, no dia em que vários autoridades do velho continente defenderam a moeda europeia.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, declarou que "não há crise do euro. Isso é absolutamente óbvio", em Davos, ecoando as palavras do presidente francês, Nikolas Sarkozy, de que a Europa vai defender sua moeda comum. "O que eu tenho a dizer sobre o euro é muito simples: estaremos lá para fazer o que for preciso para defender o euro", afirmou, também na cidade suíça.

O dólar comercial, após oscilar entre R$ 1,681 e R$ 1,664 ao longo do dia, encerrou o expediente sendo negociado por R$ 1,679. Esse valor representa um avanço de 0,47% sobre o fechamento de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,790 para venda e por R$ 1,620 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perde 1,18%, aos 67.899 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,6 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem leve alta de 0,08%.

O BC vendeu US$ 500 milhões em contratos de "swap" cambial e realizou dois leilões para compra no segmento à vista, nos horários habituais: por volta das 12h (hora de Brasília) e das 15h30. Como sempre, não há informações oficiais imediatas sobre o total de moeda negociada com os agentes financeiros.

Entre as principais notícias do dia, o BC divulgou hoje a ata de sua reunião da semana, em que o colegiado de diretores decidiu elevar a taxa básica de juros de 10,75% ao ano para 11,25%.

Conforme esse documento, a autoridade monetária avalia a inflação deve continuar pressionada neste ano. "O conjunto de informações disponíveis sugere que a aceleração de preços observada em 2010, processo liderado pelos preços livres, pode mostrar alguma persistência, em parte porque a inflação dos serviços segue em patamar elevado", anotam os diretores do BC, no texto oficial.

Para o departamento econômico da Concórdia Corretora, o BC deve ajustar os juros nas próximas duas reuniões, em março e abril, elevando a taxa para 12,25%.

"Ao lado do aperto monetário, não descartamos novas medidas macroprudencias na tentativa de balancear os efeitos do aumento dos juros sobre o mercado de câmbio", avalia o economista da Concórdia, Flávio Combat, no relatório.

O mercado futuro de juros voltou a mostrar taxas mais altas nos contratos de prazo mais longo. No contrato que projeta os juros para janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 12,44% para 12,46%; no contrato para janeiro de 2013, o juro projetado avançou de 12,83% para 12,90%.

Fonte: Folha Online

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