Discussões na Expocafé sobre mecanização de lavouras de café

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A 14ª edição da Expocafé, promovida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), na Fazenda Experimental de Três Pontas (Sul de Minas) entre quarta-feira e sexta-feira, se transformou em um cenário de troca de informações sobre a cafeicultura. A mecanização como alternativa à escassez de mão de obra e como forma de reduzir as perdas no campo desde o combate a pragas até a colheita foi um dos temas mais debatidos. “Hoje temos no mercado todos os tipos de máquinas, nos mais diferenciados preços, tamanhos e funções. Cabe ao produtor ou grupo de produtores, devidamente orientado, escolher qual o equipamento mais adequado à sua necessidade. As máquinas portáteis na cafeicultura têm apresentado bons resultados”, explicou o professor da Universidade Federal de Lavras (Ufla) Antônio Donizette de Oliveira.

Dentro deste clima, o evento apresentou novidades em máquinas, equipamentos e insumos para o segmento. Os visitantes ainda acompanharam em 133 estandes e 21 dinâmicas de campo inovações para a modernização das lavouras cafeeiras. Máquinas disponíveis no mercado como derriçadeiras, atomizadores, pulverizadores, colheitadeiras, recolhedoras foram conferidas durante o evento, além de equipamentos que buscam redução de custo e sustentabilidade da atividade.

O destaque da edição deste ano foi a descascadora e despolpadora de café que praticamente não utiliza água no processo. O equipamento usa cinco vezes menos líquidos que os outros disponíveis no mercado. Enquanto os convencionais gastam um litro de água para um litro de café, este equipamento utiliza 200 ml de água para cada litro de café.

Outra novidade apresentada foi uma colhedora elétrica que ainda está em fase de estudo por uma incubadora da Universidade Federal de Lavras (Ufla). O equipamento pode apresentar tanto menor custo para aquisição quanto para manutenção. Os participantes ainda visitaram o cafezal da Fazenda de Três Pontas e conheceram as cultivares de café resultantes de vários anos de pesquisa. Técnicos e pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) visitaram pela primeira vez a Expocafé. De acordo com a pesquisadora da Embrapa/Incaper Maria Amélia Ferrão, o objetivo foi verificar as tecnologias para mecanização que podem ser adaptadas às lavouras de café Conillon do Espírito Santo.

Durante a Expocafé também foi promovida audiência pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para abordar temas de interesse dos cafeicultores da região, como importância da pesquisa e da transferência de tecnologia e papel das cooperativas na sustentabilidade da cafeicultura do Sul de Minas.

Fonte: Jornal Estado de Minas

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