Diferencial do Programa IAC de Cafés Especiais

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O Programa vai realizar cruzamentos entre cultivares já estabelecidas com cultivares ainda pouco conhecidas, mas com elevada qualidade sensorial. Feita essa hibridização, o programa não vai esperar o longo tempo necessário para a estabilização genética do material. Caso haja interesse da cadeia produtiva, a antecipação do uso de novas cultivares poderá ser feita a partir de mudas clonadas que reúnem todo o potencial qualitativo identificado nas plantas selecionadas. Nesse contexto, o trabalho abre a possibilidade de desenvolvimento de cultivares em prazo bem menor que no melhoramento genético convencional, que pode chegar a 30 anos. A expectativa é reduzir esse tempo de 30% a 50%.

Serão estudadas inúmeras possibilidades de combinação entre cultivares e processamento pós-colheita para cada ambiente de produção. Os diferentes resultados obtidos para cada local, tanto sensoriais como físicos (tamanho, forma e coloração do grão) serão fruto da constituição genética de cada cultivar. Segundo o pesquisador, é essa forma especializada de produção que possibilita atender demandas extremamente específicas. “Se o produtor busca um grão alongado e uniforme, que produza uma bebida ácida, teremos variabilidade genética e técnicas de processamento específicas para encontrar exatamente o que ele procura”, diz Giomo.

O trabalho soma áreas de melhoramento genético, fitotecnia e pós-colheita, com o objetivo principal de potencializar os quesitos qualitativos e produtivos das cultivares, a fim de fortalecer a cadeia produtiva dos cafés especiais no Brasil. “Nossa missão é garantir a qualidade do café na sua totalidade, da semente à xícara”, resume.

O controle de qualidade do Programa IAC de Cafés Especiais usa métodos recomendados pela Specialty Coffee Association of America (SCAA) e pelo Coffee Quality Institute (CQI), dos Estados Unidos. “Nesse programa os cafés são avaliados da mesma forma como são avaliados nos principais países consumidores e produtores de cafés especiais, como Estados Unidos, Japão, Etiópia, Quênia, El Salvador e Costa Rica”, afirma o pesquisador. Todos os cafés produzidos sob a supervisão da equipe técnica do Laboratório de Pós Colheita do Centro de Café do IAC e aqueles que atingirem os padrões de qualidade exigidos pelo Programa IAC de Cafés Especiais serão certificados pelo Selo IAC de Qualidade do Café, sendo prontamente reconhecidos e aceitos pelos países importadores.

Fonte: Portal Fator Brasil

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