Desenvolvimento de técnica de poda programada avança para o arábica

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O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) desenvolve há pelo menos seis anos a prática de poda programada (foto: Incaper) para a variedade arábica.

O pesquisador do Instituto, Abraão Carlos Verdin Filho, está à frente da pesquisa e explica que a principal inovação da técnica é a sua aplicação à variedade arábica. “Pelo estudo que fizemos, a poda programada só havia sido utilizado no conilon. Isso nos levou a querer trabalhar também com o arábica nesse sentido”, conta o pesquisador, destacando que no estado do Espírito Santo, são cultivadas as duas variedades de café.

Para dar mais detalhes do estudo, Verdin revela que os principais pontos da técnica são retirar a saia (ramos plagiotrópicos) que produziu mais de 70% de sua capacidade produtiva para o ano; e introduzir em média 3 hastes ortotrópica (galhos) por planta.

Ainda segundo Verdin, o passo a passo do processo de poda programada para o arábica também inclui manter dois a três galhos na hora de fazer a desbrota e arqueamento da muda para induzir à produção.

O estudo foi realizado no Estado do Espírito Santo em região de montanhas – em 2008, o primeiro trabalho foi feito no Sítio São Luís, no município de Baixo Guandu -, porque a poda programada é bem ajustada para quem faz colheita manual. “Essa prática foi desenvolvida a uma altitude de cerca 640 metros acima do nível do mar. Como cada região tem altitudes diferentes, queremos ver como ela atua em outras condições”, avalia Verdin. A altitude dos municípios capixabas produtores de café arábica varia entre 500 e 1200 metros, e a preocupação da equipe é em testar essa tecnologia considerando as especificidades locais.

Para dar continuidade ao estudo, este ano foi oferecido um treinamento para 38 técnicos de 30 municípios do Espírito Santo que cultivam café arábica. “A finalidade é cada técnico levar a técnica para seus municípios. Foram verificadas diversas vantagens no sistema, mas para explicar melhor estamos preparando um Boletim Técnico que sairá entre 30/40 dias”, conclui Verdin, que promete dar mais detalhes a equipe do CaféPoint assim que o relatório for publicado.

Segundo informações divulgadas pelo Instituto, os resultados de experimentos em uma das propriedades utilizadas para o estudo, demonstraram aumento na produtividade em cerca de 35% e aumento do rendimento de colheita em até 50%.

CaféPoint

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