Depois de geada negra, café do Paraná sofre com seca

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Os cafezais paranaenses, que no último ano passaram por um novo episódio de geada negra, sofrem agora com a falta de chuva. No Norte do estado, as plantações estão há mais de dez dias sem água. A região ainda é a maior produtora do grão, mas deve ter novos prejuízos por causa da seca. Isso porque a estiagem ocorre no momento em que as árvores mais necessitam de umidade para o enchimento dos grãos e encerramento do ciclo. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) ainda não mensurou os estragos causados pelo clima. Em algumas fazendas, as temperaturas superaram os 35º C na última semana.

Em janeiro, o órgão estimou que somente 650 mi sacas de 60 quilos seriam beneficiadas neste ano. Se confirmado, o volume significa quebra de 61% em relação ao potencial demonstrado para esta temporada. No ano passado, o Paraná tirou do campo 1,654 milhão de sacas do produto.

A estiagem atinge também Minas Gerais, o principal produtor de café do Brasil, e São Paulo. Os produtores do Sudeste estão assustados com o quadro atual, porque contam com chuvas nesta época do ano. As expectativas de uma nova queda na colheita nacional já começam a mexer com os preços do fruto, que estavam desmotivando os agricultores.

Efeito cascata
R$ 275 por saca é quanto vale o café no Paraná atualmente. Preço está acima da média registrada em janeiro no estado, de R$ 240,67 por saca, conforme levantamento da Seab.

Fonte: Gazeta do Povo

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