Departamento do Café no MAPA trará agilidade às demandas do setor, afirma Breno Mesquita

Imprimir
À esquerda o presidente das comissões de Cafeicultura da FAEMG e da CNA, Breno Mesquita, e o ministro Blairo Maggi. (Foto: Faemg / Divulgação)
À esquerda o presidente das comissões de Cafeicultura da FAEMG e da CNA, Breno Mesquita, e o ministro Blairo Maggi. (Foto: FAEMG / Divulgação)

O anúncio de recriação do Departamento do Café na estrutura do Mapa (Ministério da Agricultura) agradou o setor, que deve se beneficiar com maior agilidade e assertividade na condução de questões relativas à atividade. Essa é a avaliação do presidente das comissões de Cafeicultura da FAEMG e da CNA, Breno Mesquita: “A volta deste departamento era um pleito de todo o setor desde a última reestruturação do Ministério. Sentíamos que havia grande descentralização nas decisões e falta de articulação na condução das demandas. O resultado era a lentidão na resolução de pautas, muitas vezes urgentes. Foi uma decisão muito acertada e importante”.

O anúncio foi feito nessa quinta-feira (18) pelo ministro Blairo Maggi durante visita a Guaxupé (MG), onde conheceu a estrutura da Cooxupé (maior cooperativa de café do mundo), visitou propriedades e reuniu-se com produtores de 25 municípios da região e entidades do setor. Durante a visita, Maggi anunciou também a determinação para que a Secretaria de Defesa Agropecuária busque a aprovação de novos produtos fitossanitários para atender à agricultura brasileira.

O ministro reforçou que o governo está trabalhando para ter um novo seguro agrícola. “Criamos um grupo de trabalho, coordenado pelo ex-ministro Alysson Paulinelli, para buscar uma nova alternativa de seguro rural.” Ele destacou ainda a organização da cafeicultura nacional, seja na produção, armazenamento, classificação e comercialização. “Vim aqui para entender como o setor funciona para poder defendê-lo no governo.”

Função social

O presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa, sublinhou que o agronegócio hoje impulsiona a economia brasileira. Segundo ele, a importância da cafeicultura para o país vai além da contribuição para o superávit da balança comercial. “O setor também tem grande função social por ser gerador de empregos e distribuidor de renda. A Cooxupé é um exemplo disso”, enfatizou, assinalando que 97% dos associados da cooperativa são pequenos produtores familiares.

A Cooxupé é a maior cooperativa de café do mundo, com mais de 13 mil cooperados. Abrange uma área com mais de 200 municípios no Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Alta Mogiana (SP). Somente no ano passado, recebeu 5,19 milhões de sacas de café e exportou 4 milhões de sacas. Ela absorve 23% da safra de café do estado de Minas Gerais e 16% da colheita nacional. A produção brasileira de café no ano passado foi de 43,2 milhões de sacas e a previsão para este ano é de 49,6 milhões de sacas.

Fonte: Sistema FAEMG

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *