Demanda mundial tende a seguir em alta

Imprimir

Enquanto a demanda global por café robusta crescer muito mais que a de arábica haverá produção capaz de acompanhar esse ritmo? Na avaliação de Carlos Brando, sócio-diretor da P&A Marketing Internacional, existe sim a possibilidade de a área plantada de robusta aumentar no mundo, sobretudo na África e no Brasil.

O Vietnã, maior produtor mundial da espécie, talvez seja o país com menor tendência de crescimento de áreas cultivadas. Até a América Central, tradicional produtora de arábica, tem espaço para produzir robusta. Segundo Brando, o México já começou a cultivá-lo.

Ele também considera que a demanda por arábica vem acompanhando o crescimento do consumo de café como um todo no mundo. Na sua avaliação, a monodose é um novo incentivo para esse grão mais nobre que o robusta, pois a cápsula é um produto diferenciado. Segundo a P&A, o café solúvel ainda representa apenas cerca de 15% do total de café consumido no mundo, enquanto a fatia do robusta é de 40% nos blends de torrado e moído.

Apesar dessa grande demanda por café solúvel, puxada por países importadores emergentes e por nações produtoras de café, Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), afirma que o cenário atual não pode ser taxado de definitivo. "É possível que esse perfil seja alterado, já que há questões que podem influenciá-lo, como o problema da ferrugem na América Central e a seca no Vietnã". Braga diz que, nos países produtores, o consumo de robusta chega a 75% do total; em importadores emergentes, a 60%; e nos tradicionais importadores, a 40%.

Na avaliação de Braga, o Brasil poderia aumentar a participação do arábica no consumo brasileiro, estimada em 60%, enquanto a indústria diz em 40% a 50%. O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, diz que deveria haver políticas de estímulo ao uso do arábica que premiassem o produtor, mas sem transferir o ônus para a indústria. "No mercado, a competição é de centavos, depende do custo do blend, o robusta entra para compensar a alta do valor do arábica".

Fonte: Clipping do Ministério do Planejamento via Abic

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *