Custo menor do café eleva margens de empresas

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O recuo dos preços do café no mercado internacional no ano passado, principalmente os do arábica, mais caros que o robusta, contribuiu para a melhora das margens da Lavazza e de outras companhias do setor em 2012. Nos dois anos anteriores, quando as cotações da commodity atingiram níveis recordes, as empresas sofreram com os custos elevados.

Cesare Noseda, gerente-geral da Lavazza do Brasil e diretor da empresa para as Américas do Sul e Central, diz que, por ser mais barato que o arábica, o grão robusta pode ser "o meio de salvar custos" de muitas empresas. Ele considera que tanto no arábica quanto no robusta existe "boa qualidade e nenhuma qualidade". "Compramos bastante qualidade em arábica e robusta", afirma.

Segundo ele, a Lavazza não recorreu ao uso de café robusta de má qualidade quando os preços do arábica atingiram patamares muito altos. Mas muitas indústrias que não puderam repassar seus maiores custos para os preços do produto final diminuíram a qualidade do café industrializado.

"Nossa estratégia é nunca comprometer nossa qualidade", assegura. Ele afirma que a empresa prefere manter margens ruins a diminuir a qualidade e também se protege com instrumentos financeiros contra os ciclos de alta e baixa do café.

Considerado de pior qualidade que o arábica e usado na produção de café solúvel e nos "blends" do torrado e moído, o café robusta é importante componente nos blends da Lavazza. Conforme Noseda, a variedade é muito demandada, por exemplo, pelos consumidores do sul da Itália, país que ainda é o principal mercado da Lavazza. Para o executivo, o robusta traz cremosidade e corpo para a bebida, algumas qualidades que o arábica sozinho pode não acrescentar. Mas a empresa também trabalha com "blends" 100% arábica, segundo Noseda.

Fonte: Valor Econômico via CNC

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