Curso Produtos Derivados do Café é sucesso em Conceição do Rio Verde

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O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo; em se tratando de consumo, é o segundo. Minas Gerais é o estado responsável pela maior produção nacional, demonstrando a grande importância que esse grão tem na economia e sua produção envolve desde grandes propriedades rurais a pequenos produtores.

Com o objetivo de ampliar os conhecimentos de agricultores familiares, foi realizado em Conceição do Rio Verde, por meio do Sindicato dos Produtores Rurais, o treinamento de Beneficiamento de Grãos, Cereais e afins / Café. O curso é oferecido pelo Senar Minas.

Doze pessoas participaram e as aulas foram ministradas pela engenheira de alimentos Gabriella Santos. No curso, eles adquiriram conhecimentos e habilidades no processo de transformação do café utilizando receitas: O grupo elaborou produtos como doces, assados e salgados a base de café, a fim de aprender e incentivar o consumo do café de formas diferentes, indo muito além da bebida, visando valorizar a matéria prima e oferecer novas oportunidades para a comunidade rural.

Durante o curso foram abordados a história do café e sua importância; as diferentes espécies do café (arábica e robusta) e suas características; composição química e valor nutricional; identificação dos grãos e defeitos com foco na qualidade; torração, armazenamento e moagem; tipos de bebidas segundo classificação brasileira, características e modo de preparo; preparo de bolo, rocambole, pudim, biscoito, bolacha, molhos para pratos salgados como macarrão, carne e legumes, além de cocada, doce de amendoim e bala – tudo sabor café. E, por fim, o preparo dos produtos para comercialização.

Mais técnicas

Apesar do foco do curso ser a produção dos derivados do café, a parte prática, que aborda as características e a torração do grão, despertou na turma muita curiosidade e vontade de aprender. Por ser uma atividade que a maioria já havia executado, o grupo descobriu que algumas técnicas estavam sendo feitas de forma equivocada e, portanto, estragando o grão produzido no campo.

Eles aprenderam os padrões de torra identificados pela cor dos grãos, confirmando o processo no momento da degustação da bebida. Existem três padrões aceitáveis de torra: clara, média e escura; e a escolha vai depender das características dos grãos. A mais indicada é a torra média, tanto para a bebida quanto para utilizar na culinária.

“Foi um treinamento excelente, com uma turma comprometida e entusiasmada, disposta a experimentar novas experiências e desafios e agora, apta a multiplicar todo o conhecimento com a comunidade e colocar em prática tudo que foi ensinado”, concluiu a instrutora Gabriella.

Fonte: Ascom FAEMG (Por Lisa Fávaro)

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