Curso ensinará como controlar a broca-do-café

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O VII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil apresenta, como tema de um dos seis mini-cursos oferecidos, as soluções potenciais para o controle da broca do cafeeiro. Devido à importância do combate à praga, que ataca a produção de todos os países onde existem cafezais, o assunto é do interesse de produtores, profissionais, estudantes e pesquisadores da área. O curso ocorre no dia 24 de agosto, em Araxá.

Os professores são Vera Lúcia Benassi, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), e Júlio César de Souza, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Vera é doutora em Entomologia Agrícola e estuda a broca-do-café há 25 anos. Júlio é especialista em Fitotecnia e desenvolve pesquisas em café e outras culturas há 38 anos.

A broca-do-café é um pequeno besouro que ataca os frutos de todas as espécies de café, em qualquer estágio de desenvolvimento da planta. “É uma das três principais pragas do cafeeiro no Brasil, juntamente com o bicho-mineiro e as cigarras, e a principal praga na cafeicultura da Colômbia. Os prejuízos são causados pelas larvas do inseto, que se alimentam das sementes no fruto”, afirma Júlio.

Vera explica que, durante o mini-curso, pretende apresentar informações sobre a biologia e o comportamento do besouro, além de abordar sua importância econômica e as alternativas para o seu controle. A professora explicará também os cuidados para evitar o ataque da praga. “Para minimizar os prejuízos causados pela broca, o produtor deve fazer uma colheita bem feita e o repasse, que é a catação dos frutos nas plantas e no solo, a fim de retirar o maior número de insetos da área”, ensina a entomóloga.

Júlio explana que, com sua apresentação, buscará reverter o quadro atual de uso indiscriminado de inseticida. Segundo ele, é necessário conhecer e monitorar o besouro todos os anos com planilha específica em nível de talhões e controlá-lo quimicamente de maneira racional. “Isso evita que se aplique inseticida em toda a lavoura sem necessidade, já que esse tipo de manejo tem resultado em maior poluição ambiental”, pondera o pesquisador.

Vera espera que, por meio do mini-curso, o público possa obter informações gerais sobre a biologia e o comportamento da broca e, a partir daí, tomar decisões para a escolha do método mais apropriado para o seu controle. “Essa praga causa muitos danos, por isso um manejo adequado pode reduzir as perdas”, afirma Vera.

O VII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil será realizado no Tauá Grande Hotel Termas e Convention, em Araxá (MG). O evento é uma realização do Consórcio Pesquisa Café, organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e co-organizado pela Embrapa Café.

Fonte: Área de Comunicação da Embrapa Café

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