Crise externa afeta preço do café produzido na região de Ribeirão Preto

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Em meio à crise econômica internacional e perto do início da safra, o preço do café tipo arábica, o mais consumido lá fora e produzido na região de Ribeirão Preto, cai 20% para o produtor. A saca de 60 quilos do produto desabou de R$ 520 em dezembro de 2011 para atuais R$ 417.

Conforme o indicador do Cepea/Esalq de terça-feira (7), o café arábica tipo 6 bebida dura para melhor fechou a R$ 395,32 a saca, o menor valor desde 15 de dezembro de 2010. O motivo é a queda nas cotações externas do grão.

As variedades do café arábica produzem um café fino, de aroma e sabor mais apreciado por alemães, americanos, franceses,  italianos e japoneses. Por isso, o produto sempre é mais bem cotado no mercado externo que o conillon (robusta).

Mas os indicadores mostram que houve uma reversão no mercado para quem exporta: enquanto o preço do arábica caiu, a saca do robusta subiu de R$ 255 para R$ 273 entre dezembro último e esta semana.

Na cooperativa Cocapec, em Franca, que comercializa o arábica para a Europa, EUA e Japão, o estoque da safra anterior é de 15%. "Pode ter a presença de mais conillon no blendy (mistura) em função da crise", acredita Anselmo de Paula, do Departamento de Café da entidades.

Analistas acreditam que o preço do arábica deve continuar em queda e afetará produtores que mantiveram  cafés estocados em armazéns. Prevista para começar em maio, a colheita está na bienalidade, o que significa produção maior.

Na região de Altinópolis, a produção deve atingir 550 mil sacas, 200 mil acima de 2011.

Para o vice-presidente do Sindicato Rural da cidade, Rafael Palma, a saca do arábica pode não superar a casa dos R$ 400. "O mercado é volátil, mas eu acredito que a reação se dará no fim do ano, mas são estimativas", diz.

Fonte: Jornal A Cidade (Ribeirão Preto)

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