Cooxupé debaterá mecanização da lavoura de café em Fórum Mundial de Agricultura

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Com uma estimativa de produção de café avaliada em 50 milhões de sacas este ano, o Brasil é o principal fornecedor de café do mundo. Só o Estado de Minas Gerais detém 52,8% deste número, tornando-se a principal região produtora do grão no país. Dentro deste contexto está a Cooxupé, cooperativa mineira de café, com atuação em mais de 200 municípios localizados no Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Vale do Rio Pardo, que trabalha junto aos seus 12 mil cooperados para tornar o produto cada vez mais competitivo frente aos mercados interno e externo.

Com o objetivo de mostrar as perspectivas e os avanços na produção do café brasileiro – identificando práticas sustentáveis e novos caminhos para superar os atuais gargalos -, a Cooxupé participa do primeiro Global Agribusiness Forum, evento que será realizado entre os dias 25 e 26 de setembro, no Grand Hyatt São Paulo, e irá debater estratégias e propor soluções à longo prazo para a agricultura mundial. Com o tema “Agricultura Globalizada e Sustentável, o Desafio do Crescimento”, o encontro contará com nomes como o ganhador do Nobel da Paz, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista ambiental, Al Gore, ex-ministros da agricultura, economistas, além de especialistas ligados ao segmento agro no Brasil e no mundo.

Presente em dois painéis que serão apresentados durante o Fórum, o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa, possui grandes expectativas para o evento. No primeiro dia, 25, Paulino irá debater a “Organização e Comunicação do Agronegócio”, tema que será palestrado pela Senadora e presidente da CNA, Kátia Abreu.

Já no dia 26, o presidente da cooperativa participa do painel “Mecanização e Otimização”, que contará com o especialista mundial na área de mecanização, John Pearce. Carlos Paulino será um dos debatedores do quadro junto ao presidente da Luft AGRO, Luciano Luft. “É um tema bastante pertinente. Somos os maiores produtores de café do mundo e precisamos de novas soluções para estar sempre à frente. A colheita é o momento onde o produtor mais gasta, podendo contabilizar cerca de 30% a 40% do custo total da produção. A mecanização é uma importante ferramenta para diminuir estes custos”, avalia.

Atualmente, mais de 50% do café colhido no Cerrado Mineiro é de forma mecânica, enquanto no Sul de Minas, este número é em torno de 30%, mas com potencial para que 70% do café desta região seja colhido com a ajuda de máquinas. “Ainda faltam pesquisas nesta área, mas tanto o pequeno quanto grande produtor possuem diferentes possibilidades para tonar este processo, que é artesanal e caro, mais rápido e competitivo, otimizando a colheita e diminuindo os custos”, conta.

O evento está sendo organizado pela Datagro e XYZ Live. Estarão também no centro do debate temas como: o desafio de alimentar o mundo de forma equilibrada nos próximos anos, novos mercados para o setor de leite e carnes, políticas públicas que estimulem o crescimento equilibrado e a eficiência, avanços tecnológicos e a expansão da agricultura energética, soluções modernas e competitivas de financiamento, reorganização da citricultura, competitividade no setor de café, desafios e vantagens da mecanização e maior eficiências nas lavouras, novas soluções em logística, e o uso sustentável de recursos naturais na agricultura.

Fonte: Phábrica de Ideias – Assessoria de Imprensa

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