Cooperativas preparam ações para ajudar produtor na colheita

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Está chegando um dos momentos mais importantes para a cafeicultura e para o produtor: a colheita.

É nesta fase da produção de café que a qualidade pode se perder por causa de manejo inadequado na pré-colheita, colheita e armazenagem. Por isso, as cooperativas estão planejando diversas ações para auxiliar o produtor nesse momento em que ele poderá ter maior renda com a qualidade garantida do produto.

A Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaiso) está colocando à disposição de seus cooperados orientações fundamentais porque a colheita na área de atuação da cooperativa está prevista para ter início em 20 de maio. “Essa é a hora do produtor voltar todas as atenções para sua produção”, diz o diretor de operações da Cooparaiso, Rogério do Couto Rosa Araújo.

O diretor diz que o primeiro passo é organizar a propriedade. “Esse é o momento de, por exemplo, fazer uma revisão minuciosa nos equipamentos e maquinário. Não se deve deixar para a última hora porque há um gargalho nessa época, como falta de mecânicos, entre outros profissionais. Outro ponto é fazer uma limpeza na lavoura, uma arruação bem feita para limpar palha, paus que podem estar debaixo da árvore de café e que podem provocar perda de qualidade no café”, aconselha Rogério.

Outro aspecto que o produtor precisa estar atento, segundo Rogério, analisar a maturação dos grãos. “O ideal é que de 90% a 95% da lavoura esteja madura”.

O gerente de Comercialização de Café da Cocapec, Anselmo Magno de Paula, diz que “na pré-colheita, os cuidados na condução da lavoura, como a arruação, controle de plantas invasoras são importantes porque nesta fase, eventuais condições climáticas, podem prejudicar os trabalhos de colheita, tanto manual como mecanizada”, alerta Anselmo.

O gerente de comercialização da Cocapec diz que “é preciso fazer um check list sobre os principais procedimentos que devem ser tomados nesta fase para preservar a qualidade do café. A Cocapec disponibiliza, por exemplo, treinamentos dos terrereiros e proprietários sobre a melhor condução da colheita e pós-colheita. Vale destacar, que a programação da colheita, dimensionamento do terreiro, lavador, descascador, secador, tulhas, máquina de beneficio, devem ser programados com bastante antecedência da fase de colheita”, aconselha ele.

A atenção também deve ser redobrada na hora de negociar o café. Segundo o gerente de comercialização Anselmo, “a Cocapec, através de um sistema de telefonia, mantém diariamente os cooperados informados sobre as cotações do café e outras commodities, oferecendo oportunidades de comercialização via mercado físico, CPR, venda futura, opções, troca (barter) por fertilizantes, insumos, máquinas e implementos, trazendo as melhores relações de preço e troca e informações para garantir a renda dos nossos cooperados”, conta.

Resumindo, para os representantes das cooperativas de café, essa é a hora do planejamento, para que o produtor obtenha o máximo de qualidade em seu café, com o máximo de renda.

Passo a passo

O engenheiro agrônomo da Cooparaiso, Douglas de Oliveira Izá, dá as seguintes dicas para que a colheita transcorra sem problemas.

– Depois de colhido o café não deve ficar amontoado mais de quatro horas.

– Terreiro deve ser pavimentado, caso não seja, forrar com lona preta para evitar o contato com a terra.

– “Rodar” o café no terreiro o mínimo de oito vezes ao dia.

– Secagem: café deve ter de 10,5% a 11,5% de umidade.

– No secador – Não passar de 60 graus na fornalha e 45 graus na massa

– Descanso do café: para o café seco no secador, o descanso deve ser de 15 dias; o café que secou no terreiro deve descansar sete dias, preferencialmente na tulha de madeira.

– Lavador é de fundamental importância porque permite a separação dos grãos secos dos grãos cerejas.

– Café beneficiado deve ser rapidamente encaminhado para ser armazenado na cooperativa que oferece ambiente adequado – todos os armazéns da Cooparaiso são certificados – além da cooperativa oferecer seguro do produto.

– Atenção ao cumprimento das leis trabalhistas na hora de contratar mão de obra e uso dos Equipamentos de Proteção Individual.

Fonte: Comarca de Garça

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