Cooparaiso atinge meta de recebimento de café

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A colheita do café de árvore terminou no final agosto na área de abrangência da Cooparaiso e falta pouco para acabar a varrição, ou seja, o recolhimento do café que caiu no chão. “As chuvas atrasaram um pouco o processo, mas acreditamos que nas próximas semanas (meados de outubro) essa colheita esteja encerrada”, disse o superintendente de Relações com o Cooperado da Cooparaiso, Paulo Elias, enfatizando que cerca de 25% a 30% da colheita desta safra foi mecanizada.

Segundo o superintendente, produtores ainda possuem café nas tulhas para ser beneficiado. “A Cooparaiso já recebeu cerca de 80% da meta esperada de produtores cooperados e até o fim do ano deve receber a sua meta geral de 1milhão e 70 mil sacas de café. Cerca de 300 produtores, de um universo de 2.600 depositantes ainda não trouxeram seu café, mas tem fidelidade e devem dar entrada com o produto nos próximos meses, fechando a nossa meta”, explicou.

De acordo com Paulo Elias, nesta safra a Cooparaiso incentivou ainda mais a colheita mecanizada, buscando ordenar a demanda de colheita com a oferta de mão de obra, buscando reduzir custos. “Trabalhamos com 35 colhedoras, das quais 9 da própria cooperativa e as outras em parceria, alocando máquinas nos diversos núcleos da Cooparaiso, e o nível de satisfação do cooperado foi muito alto”, pontuou.

“Os produtores, sobretudo os pequenos, estão se adequando e a cada ano aumenta o volume de café colhido por via mecanizada. Este trabalho da Cooparaiso balizou preço de prestação de serviço com mecanização em geral, reduzindo custos, e também foi uma fórmula de reverter o crédito de ICMS a serviço do produtor”, lembrou Juarez Gonçalves Pedroso Junior, consultor técnico de mecanização da Cooperativa. “Complementamos a colheita para grandes produtores de até 300 mil pés de café, e colhemos em propriedades pequenas, com 5 a 6 mil pés de café, ninguém faz isso no país, por isso a Cooparaiso cumpre seu papel de servir ao produtor, e faz inclusive um papel social muito importante”, destaca Juarez.

De acordo com estudos da Cooparaiso, o apoio da cooperativa auxiliou muito o produtor a reduzir custos. “Não só desenvolvemos a campanha de apoio com máquinas na colheita, mas também com empréstimos de sacaria, big bag, máquinas de limpar, caminhões para o transporte”, diz Paulo Elias. “Inicialmente o produtor queria o recurso do crédito da ICMS na conta, mas agora com as máquinas e caminhões, adquiridos com este recurso, no ato da colheita o produtor recebeu por saca colhida quase 56 reais de redução direta de custo, fora encargos e ganhos com a racionalização da colheita, com melhor padronização em relação à colheita manual.

Fonte: Coffee Break via Rede Social do Café

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