Consumo de café aumenta 150% no Brasil

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De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), parceria do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, em 1990 o consumo interno brasileiro era de 8,2 milhões de sacas e, em 2013, atingiu 20,1 milhões de sacas de 60 quilos.

Esses números tornam o País o segundo maior consumidor mundial, devendo chegar à primeira posição nos próximos anos, ao superar os EUA.

A partir de 1997, instituições de pesquisa, ensino e extensão criaram o Consórcio Pesquisa Café e geraram tecnologias inovadoras que também contribuíram, direta e indiretamente, com o esforço da Abic, nos últimos 25 anos, para elevar o consumo no País, além de outros benefícios gerados para os Cafés do Brasil.

A conjugação de esforços da pesquisa com a produção (mais de 285 mil cafeicultores), em sintonia com a indústria torrefadora, permitiu desenvolver cultivares de café cada vez mais produtivas e melhores, o que tem permitido sucessivos recordes da cafeicultura brasileira de aumento de produção, exportação e consumo interno.

Segundo o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, o pilar central do fornecimento de matéria-prima de qualidade para as indústrias de torrefação e moagem são os produtores rurais que adotam as tecnologias geradas pela pesquisa.

“Os trabalhos de pesquisa são fundamentais para a diversificação, melhoria da qualidade e aumento da produtividade das lavouras. Assim, é imprescindível uma parceria entre pesquisa agronômica, produtores e indústria para a melhoria da qualidade e agregação de valor ao produto, em sintonia com as demandas de mercado”, explica Bartholo.

Para os próximos anos, visando incrementar ainda mais o consumo de café, de forma que o País também se torne o maior consumidor mundial, a Abic lançou campanha de marketing “Tudo que é Puro é Melhor. Inclusive seu Café”.

A campanha associa o conceito de pureza, qualidade, aroma e sabor do café, a emoções puras, como carinho, amizade, amor e alegria, presentes na memória afetiva das pessoas.

Veiculada nacionalmente em diversas mídias, visa à valorização dos programas de certificação da entidade, com destaque para o Selo de Pureza, lançado há 25 anos e até hoje ativo e consistente.

Segundo o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, a melhoria da qualidade e a ampliação da oferta de produtos inovadores e diferenciados contribuíram para esse incremento na produção e consumo.

Para ele, tais avanços têm influenciado o perfil do consumidor no País. “Sem dúvida alguma, a contribuição da pesquisa tem sido a de melhorar as cultivares de café e incrementar a sustentabilidade e a produtividade. Isso amplia a oferta de grãos melhores, o que permite à indústria aprimorar a qualidade tanto dos cafés tradicionais quanto dos conceituados cafés superiores e gourmets”.

Fonte: Estadão Conteúdo

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