Consórcio Pesquisa Café realiza curso de pós-colheita

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No Brasil, o período da colheita do café Arábica geralmente se inicia do mês de abril a maio até no máximo setembro, quando ocorrem as primeiras floradas da próxima safra. Em regiões cafeeiras mais ao norte, como o estado da Bahia, a produção do café Arábica tem início no mês de setembro. Já a colheita da espécie Robusta começa em março.

Para preparar profissionais da fase seguinte a da colheita na produção de café, a pós-colheita, e atender as demandas de instituições de extensão e ensino em estudos avançados, professores da área de Armazenamento do Departamento de Engenharia Agrícola (DEA) da Universidade Federal de Viçosa – UFV, em parceria com pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper e Embrapa Café, todas instituições participantes do Consórcio Pesquisa Café, vão realizar programa de capacitação semipresencial especialmente elaborado para técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado de Minas Gerais – Emater-MG e profissionais envolvidos com a cafeicultura. O primeiro encontro presencial será realizado de 8 a 12 abril na Unidade Regional Epamig Zona da Mata.

O curso terá doze meses de duração, com dois encontros presenciais de uma semana e três encontros regionais com um terço do grupo. “Nos encontros presenciais, serão abordados os conteúdos que serão estudados no período e realizadas as avaliações formais. Nos encontros regionais, serão construídas três Unidades demonstrativas – UDs. Uma UD está programada para o Município de Lajinha – MG (representando a Zona da Mata). As outras UDs estão programadas para o Sul de Minas e para o Cerrado Mineiro”, explica o professor Juarez de Sousa e Silva. Durante a construção das unidades serão, também, realizados trabalhos de transferência e avaliações do sistema de treinamento.

Segundo o professor, não há curso similar no Brasil tanto em conteúdo quanto em metodologia e há carência de profissionais nessa área. Da forma como está sendo proposto, vai propiciar que profissionais se atualizem em instituições de ensino de excelência sem prejuízo do dia a dia de trabalho, pois grande parte do treinamento será realizado a distância. “Das 600 horas previstas, 510 horas serão ministradas a distância e 90 horas em dois encontros presenciais de cinco dias de duração”, completa.

Entre os conteúdos gerais que fazem parte da programação estão temas como armazenagem e comercialização, estrutura e propriedades dos grãos, princípios básicos da psicrometria, amostragem, umidade do produto, qualidade dos grãos, secagem, energia no pré-processamento, ventiladores, aeração e refrigeração de grãos armazenados, manuseio de grãos, secagem, armazenagem e beneficiamento de café, custos em função da colheita, secagem e armazenagem e manejo de pragas do café armazenado.

Para mais informações sobre o curso, acesse o site http://www.poscolheita.com.br/, onde também estão disponíveis detalhamento de tecnologias de pós-colheita desenvolvidas pelo Consórcio Pesquisa Café, como fornalha a carvão vegetal, lavadores e sistema de reúso da água no prepara do café, produção de café cereja descascado, secador intermitente rotativo, terreiro híbrido e ventiladores para uso agrícola.

Consórcio Pesquisa Café – Congrega instituições de pesquisa, ensino e extensão localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação das instituições e a otimização de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais. Foi criado por dez instituições: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola – EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, Instituto Agronômico – IAC, Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro – Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras – Ufla e Universidade Federal de Viçosa – UFV.

Fonte: Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café

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