Como os mineiros, cafeicultores do PR retêm vendas à espera de alta nos preços

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Assim como os produtores de café de Minas Gerais, os do Paraná também têm optado por segurar as vendas do grão no aguardo de uma melhora nos preços. De acordo com Arthur Guerra Zanutto, da Bourbon Corretora de Café, de Londrina (PR), a saca de café fino tem sido negociada a R$ 330 na região, mas os agricultores visam os R$ 400. “Em meados do ano passado, quando a saca chegou a R$ 390, teve gente que não quis vender e está com o café até hoje”, conta.

Diferente do ciclo 2012/13, quando chuvas no período da colheita, entre julho e agosto, prejudicaram o café (o grão veio miúdo), a safra 2013/14 já teve duas boas floradas e a expectativa é de que o produto apresente qualidade bastante superior. A expectativa de Zanutto é de que o Estado oferte cerca de 1,8 milhão de sacas, todas da variedade arábica — segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no ano passado, foram 1,58 milhão de sacas.

No momento, os compradores preferem realizar compras da “mão para a boca”, apenas para atender necessidades imediatas. “Eles não têm conseguido repassar muito lá fora e, assim, não têm feito contratos para muito longe”, diz Zanutto. Para ele, um maior volume de negócios pode tomar o mercado de café após o carnaval, quando os produtores (especialmente os pequenos) se sentirão mais pressionados a desovar os estoques.

Fonte: Valor Econômico

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